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sábado, 19 de novembro de 2016

IFRN realiza seu maior evento científico e cultural entre os dias 23 e 26 deste mês


De 23 a 26 deste mês, Parnamirim vai se transformar em um polo de atividades científicas, acadêmicas e culturais. No período, o Campus do IFRN no município vai sediar a Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex), que já conta com mais de 3 mil participantes inscritos e engloba os mais importantes eventos já realizados pela instituição, como a Mostra Tecnológica, o Congresso de Iniciação Científica, a Olimpíada de Robótica e o Prêmio de Empreendedorismo Inovador, além de mostras culturais, minicursos, oficinas e o Simpósio de Extensão. Nesta sexta (18), foi divulgada a programação detalhada do evento.

Esta é a segunda edição da Secitex, que neste ano tem como tema "Ciência alimentando o Brasil" e vai contar com a presença de estudantes e servidores de todos os 21 campi do IFRN e da Reitoria. A visitação é aberta ao público externo, que poderá ter acesso às atividades que não requerem inscrição, como a mostra tecnológica e a competição de robótica e as mostras culturais. 

A abertura oficial da Secitex acontece na quarta-feira (23) a partir das 19h, no Campus Parnamirim. Após a solenidade, ocorre o Encontro de Corais e o primeiro dia do Festival de Música, com a apresentações de estudantes do IFRN. 

As apresentações culturais seguem na noite de quinta-feira, com a mostra de teatro e a última noite do Festival Musical. Durante todos os dias do evento, os participantes e visitantes também podem aproveitar a praça de alimentação, que conta com oito ‘Food Trucks’. 

“Acreditamos ser o evento de maior expressão e que envolve todas as dimensões do IFRN. Alunos, professores e técnicos administrativos apresentando a sua contribuição para com a construção e transformação da sociedade, seja através da Extensão, Pesquisa e Inovação Tecnológica ou Ensino”, ressaltou o diretor geral do Campus Parnamirim, Ismael Coutinho. 

Destaques

Um dos eventos mais esperados da Secitex 2016 é a IV Mostra Tecnológica do IFRN, que acontece nos dias 24 e 25 deste mês e tem o objetivo de dar espaço para a apresentação de produtos, protótipos, processos ou serviços inovadores, preferencialmente com a possibilidade de manuseio, construção, montagem, experimentação ou exercício de atividade, elaborados por estudantes e/ou servidores do IFRN e parceiros e/ou patrocinadores. Com 38 trabalhos selecionados, o evento vai contar com demonstrações práticas dos projetos apresentados. 

Ao final do evento, os melhores trabalhos vão ser premiados com credenciais para eventos de tecnologia em outros estados brasileiros, a exemplo da Infomatrix Brasil 2017, em Lages (Santa Catarina), e a Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), em Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). 

Outro destaque na Secitex 2016 vai ser a II Olimpíada de Robótica do IFRN, que vai credenciar a equipe vencedora para um evento na França. O evento busca aproximar os grupos de pesquisa na área e promover a troca de conhecimentos e experiências tanto entre professores e alunos. A competição vai ser disputada por equipes formadas por um servidor e até quatro alunos do IFRN.

Prêmio de Empreendedorismo

Em sua primeira edição, o Prêmio de Empreendedorismo Inovador promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação do IFRN (Propi) também promete ser um destaque na Secitex. O evento tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora no Rio Grande do Norte. Os modelos de negócios mais bem avaliados poderão ser integrados às incubadoras em funcionamento nos campi do IFRN, além disto, os autores dos projetos vencedores vão ser premiados com notebooks. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de novembro, por meio do site da Secitex (http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/), mesmo endereço em que a programação completa pode ser acessada. Podem se inscrever para a atividade estudantes de cursos técnicos e superiores do IFRN, além de ex-alunos, desde que tenham mais de 16 anos e não sejam servidores da Instituição atualmente. 

Minicursos, oficinas e palestras

As inscrições para participação nos minicursos e oficinas estão abertas e seguem até a próxima terça-feira (22). São 30 opções diferentes, gratuitas e abertas também ao público externo. Para ter acesso ao minicurso, é necessário realizar a inscrição geral no evento, que também é gratuita e pode ser realizada no endereço http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/ e em seguida acessar a área de escolha de atividades, disponível após a realização do primeiro login no site. Cada participante pode se inscrever em apenas um minicurso e uma palestra, pois os horários das atividades são concomitantes. As vagas são limitadas. 

Credenciamento

O credenciamento dos participantes inscritos na Secitex vai acontecer no primeiro dia de programação. O recebimento do kit do evento, composto por bolsa, bloco de anotações e caneta, está condicionado à doação de 1 kg de alimento não perecível. O participante inscrito que não realizar a doação, vai receber apenas o crachá ao realizar o credenciamento. 

Saiba mais:

Secitex 2016 – Página Oficial do Evento

Programação do evento – Geral

Programação do evento – Detalhada

*Portal do IFRN - www.ifrn.edu.br

domingo, 13 de novembro de 2016

José Lúcio Ribeiro, o último coronel do Agreste Potiguar

Por Genilson de Souza 

José Lúcio Ribeiro, o "Coroné Zé Lúcio" 

Num dia de quinta feira, 28 de Outubro de 1886, há exatos 130 anos, foi quando nasceu em Mataraca, povoado de Mamanguape na zona da Mata paraibana um menino chamado JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, filho do casal Lúcio Ribeiro e Rita Maria de Sena. De origem pobre, ainda menino, teve que ajudar ao seu pai que era "marchante" e negociava com carnes nas feiras da região de Mamanguape, no Estado da Paraíba. O meio de transporte utilizado era o "burro mulo", que tanto servia para montaria como para a condução das mercadorias.

Com a morte do seu pai em 1898, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, contando 12 anos de idade, sendo o filho mais velho do casal e, com o conhecimento adquirido, teve que assumir com a sua mãe Rita, a responsabilidade de "arrimo de família" e criar os 11 irmãos mais jovens.. A experiência precoce de trabalhos em busca da sobrevivência lhe valeu mais tarde, pois, quando adulto seu primeiro trabalho foi como "marchante - vendedor de carnes" nas feiras da região Agreste do Rio Grande do Norte, para onde se transferiu da Paraíba, passando a residir na localidade de Lagoa da Serra, no Município de Nova Cruz.

Da condição de negociante ambulante de carnes nas feiras livres, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO passou a proprietário rural, chegando a possuir muita terra e a ser dono de engenho de fabricação de aguardente, tornando-se também, grande liderança política no Agreste do Rio Grande do Norte, mais precisamente nos Municípios de Goianinha, Espírito Santo, Várzea, Santo Antônio e Brejinho.

A origem da sua riqueza, segundo os seus familiares, foi a sua força de vontade e a sua dedicação ao trabalho.. Mas, na época da sua ascenção como proprietário rural e de grandes latifúndios de terras, correu a notícia de um fato inusitado e não comprovado, que ele teria arrancado uma botija($$) no quintal da casa onde morava em Lagoa da Serra, na região da Lapa, no Município de Nova Cruz, depois de muita chuva e uma ventania forte ter derrubado uma frondosa árvore de gameleira, eram muitas moedas de prata e ouro e, que ele teria viajado para trocá-las em Recife - PE.

Pelos ídos da segunda metade da década de 40 do Século XX, quando já passava dos 60 anos de idade, foi quando o "coroné ZÉ LÚCIO" passou a ter participação direta no processo político do Agreste Potiguar, região da qual ele se tornou o principal líder político nas décadas de 50 e 60 do Século XX. Em 21 de Março de 1948 foi eleito Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, governando o município agrestêiro por 5 anos,  até o final de Março de 1953. No ano seguinte, 1954, o "coroné ZÉ LÚCIO" alçou vôo para a sede do Parlamento Estadual do RN, tendo sido eleito o segundo Deputado Estadual mais votado da 19ª' Legislatura da República, com 3.419 votos! 

Nas eleições de 1958, hesitou em renovar o mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa do RN, alegando ter poucos conhecimentos e habilidades para com os trâmites das matérias legislativas e, não pretendia ser "deputado lagartixa" - do tipo que balançava a cabeça concordando com o que decidiam os demais colegas. Daí que, no mesmo ano de 1958, decidiu apoiar um substituto para lhe representar na Assembléia Legislativa do RN - seu amigo e compadre João Aureliano de Lima, que foi eleito com expressiva votação. E, o "coroné ZÉ LÚCIO", aceitou o convite para disputar a eleição de Prefeito no Município de Goianinha, aonde sofreu o seu único "revés político", perdendo a parada para Adauto Rocha - candidato da poderosa Usina Estivas.

Em 1962, tinha em planos se eleger novamente Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, mas atendeu os apelos do Governador Aluízio Alves e do Deputado João Aureliano para abrir mão daquele pleito e apoiar seu antigo e tradicional adversário político Lindolfo Gomes Vidal, para quem, contribuiu decisivamente na apertada vitória com apenas 85 votos de vantagem contra o então Vereador do Povoado de Serrinha Zezé de Souza.

Em 1963, após transcorrido e concluído o processo de Emancipação Política de Brejinho, concorreu pela última vez em disputa política, tendo sido eleito o primeiro Prefeito de Brejinho, exercendo o mandato quase totalmente, interrompido em 16 de Janeiro de 1969, quando veio a falecer, faltando apenas 15 dias para concluir sua jornada na política.

Um de seus filhos, José Ávila Lúcio Ribeiro, herdou do "coroné ZÉ LÚCIO" a vocação para o exercício da política e, também, foi Prefeito de Brejinho por um Mandato de 6 anos, de Janeiro de 1983 a dezembro de 1988, e certa vez, encontrou-se com o velho Pedro Cândido de Araújo (Rôxinho) - antigo amigo e aliado político do "coroné ZÉ LÚCIO" que, pediu Zé Ávila, faça uma poesia agora improvisadamente aqui em Santo Antônio em memória do saudoso "coroné", tendo assim se expressado José Ávila: 

"Eu sou filho de um homem que viveu neste estado
Era amante da política
Grande puxador de gado
Nunca sentiu preguiça
Quando faltava polícia
Ele era o delegado".

Fonte: José Lúcio Ribeiro - Sua trajetória de menino pobre a "coronel" do 
latifúndio e da política, Autor: José Alaí de Souza;
 Uma História da AL'RN, Autor: Luís C. Cascudo;
Depoimento de Zé Ávila Lúcio Ribeiro.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O voto feminino e o pioneirismo político da mulher potiguar

Por Genilson de Souza*


Clique na imagem para ampliar 


O direito ao voto feminino  no processo eleitoral brasileiro surgiu, primeiramente, no Estado do Rio Grande do Norte, com a aprovação da LEI N.º'660/1927.

O seridoense José Augusto Bezerra de Medeiros, era o então Governador do RN quando, num dia de terça-feira, 25 de outubro de 1927 - há 89 anos, sancionou  a Lei N.º'660/1927, que regulava o Serviço Eleitoral do Estado, inclusive, trazendo no bôjo de suas prerrogativas, na página 43, capítulo XII, artigo 77, das disposições gerais, o advento e grande novidade da concessão do direito ao "voto feminino", colocando o RN na condição de pioneiro no Brasil e na América Latina pela conquista desse direito, antecipando-se 5 anos à liberação geral no Brasil, que só viera ocorrer em 24 de Fevereiro de 1932 com a aprovação do Decreto Lei N.º'21.076/32, no período do Governo Revolucionário de Getúlio Vargas.

A Lei N.º'660/1927, foi aprovada pela 14ª Legislatura Republicana, que na época continha 25 representantes, dentre quais, 2 - agrestêiros:

-NESTOR MARINHO e, o bacharel 
-ANTONIO BENTO DE ARAÚJO LIMA, que trabalhou empenhadamente na relatoria do projeto de lei do "voto feminino".

Um mês depois de sancionada a Lei 660/1927 - em 25 de Novembro de 1927, a professora mossoroense CELINA GUIMARÃES VIANNA, tornou-se a primeira eleitora  no Estado do Rio Grande do Norte e no Brasil, como também, a primeira mulher a receber um título eleitoral na América Latina;

Em 1929, outra mulher potiguar, ALZIRA SORIANO, conquistou pelo crívo do voto popular o primeiro mandato eletivo de mulher no Brasil, sendo eleita Prefeita de Lajes/RN;

Em 1934, outra mulher potiguar, MARIA DO CÉU PEREIRA FERNANDES, foi também pioneira na conquista de direitos políticos, tendo sido a primeira mulher  no Brasil a se eleger para um mandato de Deputado Estadual, na 16ª Legislatura Republicana, em cujo período foi também, a primeira Deputada Constituinte Estadual do Brasil.

Fonte: Acervo do TRE;
           Lei N.°'660/1927;
           Uma História da AL/RN - Luís Câmara Cascudo.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

domingo, 23 de outubro de 2016

Trilhas do imaginário poético


Livro : Trilhas do imaginário poético
Autor: Manoel Guilherme de Freitas 
Preço: 25, 00 R$ 


 O escritor Manoel Guilherme de Freitas  do lado direito, e seu livro "Trilhas do Imaginário poético" 

Manoel Guilherme sendo entrevistado em programa de TV. 

Sobre o livro: 

O presente livro é um sonho, não só material, mas principalmente literário por parte do autor, especialmente de trazeraos leitores um universo literário plural, intersubjetivo, solto, sonoro, em que as palavras soam não só através de seus significantes impressos, mas fundamentalmente pelo fato deserem rítmicos, bem como poéticos. Composto de 83 poemas, cujos temas tecem sobre os mais diversos assuntos acerca da existência material, humana e social.

Logo, estãocorporizados num pensar social e econômico do qual age e atua o homem. Daí não faltar temas como: Amor,Escola, Política, Utopia,Escrivania, Escada, Férias, Passos, Sentimentos, Natal, dentre tantos outros, que universalizam essa escrita.

Num estilo solto, frouxo, em que a sua melodia, também, destaca-se, outrossim, através da metrificação, somada à espontaneidade e à liberdade do dizer/não dizer da voz do poeta, senão também via às pistas sonoras, às impressões sensoriais e impressas, ou seja, é possível, também, mergulhar nesse universo poético, onde se constrói e reconstróios sonhos, as angústias, o tédio, a melancolia, como se isso fosse passível de cura.

Nas Trilhas do imaginário poético é possível à viagem, um passeio pela aura humana em toda sua plenitude, seja através da crítica social, da filosofia, senão também, do sentimento, do amor. Afinal, Quem não ama? Quem não crê? Nesse caminho, o homem pode refletir e agir produtivamente no sentindo de sua autoafirmação, de perpetuação de sua espécie.

Assim sendo, são nesses trilhos que buscamos prender o leitor, consolidados por uma linguagem peculiar, plural, dinâmica, consequentemente voltada ao fascínio do leitor atual, devendo este ser lírico, desprendendo-o do palpável, do fácil, desconstruindo assim, o universo do qual atua e participa na maioria das vezes.

Portanto, pelas trilhas, pelas veredas é que nasce à essência da poesia. Logo, o poeta navega por tais mares no compor e no recompor a realidade, já que nunca deve ser estática, mas num movimento efêmero do ir e vir na busca dos leitores, isso se pretende!

Trecho de um dos poemas do livro: 

Trilhos 

Sei que posso.
Sei que faço!
Sei que traço meu destino,
já que lanço as sementes
de um mundo diferente. 

Sei que luto por todos
nos seios sociais,
embora não seja fácil 
as mudanças essenciais. 

Hoje, abrem portas de vários destinos,
que, antes, não se tinham,
em que os sonhos são possíveis,
e isso nos anima muito.
Principalmente, entrar na Universidade, a mina. 

O mundo afro ou do carente, 
não deixe que lhes negue a identidade, 
minha gente!

O livro possui 83 poemas, temas diversificados, com ênfase na condição humana no mundo plural. Este livro já vendo mais de 900 exemplares em menos de um ano! 

Para compra-lo,  você pode entrar em contato com o escritor Manoel Guilherme através de seu email: mguilhrmedefreitas@hotmail.com
Telefone: 84 9 96680952

sábado, 22 de outubro de 2016

História do Rio Grande do Norte para iniciantes



Livro: História do Rio Grande do Norte para iniciantes
Autor: Tales Augusto Oliveira - Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).
Clique aqui para ver e baixar em pdf

Ocupação no RN atacada por fascistas


No mesmo dia em que o Ministério da Educação ordena que os diretores delatem os estudantes que estão ocupando as escolas, como era feito na ditadura, fascistas atacam a luta dos estudantes no Rio Grande do Norte.

A ocupação da E.E Ana Júlia em Natal/RN, que luta pela educação pública e contra as pautas do golpista Michel Temer, foi alvo de fascistas defensores do Bolsonaro.

Na madrugada desda quinta (20/10) a ocupação do Ana Júlia que já dura 4 dias foi atacada, roubaram a faixa da ocupação e danificaram o muro da escola. Ao concretizar a ação gritaram diversas vezes "Bolsonaro 2018" e xingaram os estudantes.

Na mesma madrugada, estudantes que ocupam a E.E Anísio Teixeira relatam que logo após o ocorrido no Ana Júlia, o Anísio foi observado por homens não identificados do outro lado do portão.

Esse ódio é alimentado todos os dias pela mídia e pelos partidos golpistas, não deixemos que ele se perpetue.

Mas apesar de tudo, não cessaremos. Não temeremos. O movimento estudantil nunca se acovardou da luta, seja na ditadura militar, período neoliberal e agora na Era Golpista.
Até que tudo cesse, nós não cessaremos.
Ocupar e resistir!

Por Pedro Gorki  - Vice-presidente RN da UBES.

sábado, 15 de outubro de 2016

Consequência do seu racismo

Por *Douglas Farias


Sabemos que não nascemos racistas. Uma criança não possui sentimentos de racismo, ela vê os outros como iguais. Entretanto, com o tempo, ela aprende através da observação do comportamento dos adultos a menosprezar pessoas negras, indígenas e etc. É um comportamento que muitas vezes parte de pessoas negras, ou seja, que sofrem com o racismo e acabam cultivando ideias racistas.

As consequências do seu racismo podem levar à exclusão das pessoas menos favorecidas. Se pegarmos os dados do Mapa da Violência no Rio Grande do Norte é fácil identificar o genocídio da juventude negra e periférica.

Existe uma imensa ausência de políticas públicas em nossa capital para combater a violência ocasionada pelo racismo histórico e familiar que entra na periferia sem pedir licença e faz sim, distinção de cor.

De acordo com o anuário, houve 15.932 mortes decorrentes de crimes violentos intencionais (homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios) nas 27 capitais no ano de 2014 – o que equivale a uma vítima a cada 30 minutos aproximadamente. 

A capital do Rio Grande do Norte ficou em 4° lugar entre as capitais mais violentas do Brasil ficando atrás apenas Fortaleza (CE) 77,3, Maceió (AL) 69,5 e São Luís (MA) 69,1.

Já estamos em 2016 e fico me perguntando o que foi feito em nossa cidade para mudar tal classificação? Quantos negros e negras, pobres e periféricos ainda têm que morrer para sensibilizar o atual prefeito Carlos Eduardo Alves? Até quando vamos ser vítimas e multiplicadores do racismo? Devemos transformar as consequências do racismo em combustível para a luta e emancipação dos negros e negras do nosso país e da nossa cidade.

*Douglas Farias é Diretor do Coletivo de Negros e Negras da UJS Potiguar

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

IFRN chega aos 107 anos renovando disposição

Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia antes chamadas de Escolas de Aprendizes Artífices foram criados na República Velha.

Reitoria do IFRN, na Rua Nilo Bezerra Ramalho, Tirol, Natal

Corria o ano de 1909 e, no dia 23 de setembro, o então presidente Brasil, Nilo Peçanha, criava, através do decreto nº 7.566, as Escolas de Aprendizes Artífices nas capitais estaduais, sendo as únicas exceções Porto Alegre e o Distrito Federal, cidades que já tinham escolas profissionais.

O Rio Grande do Norte, então, descobria o potencial do ensino de nível federal. Em 2016, 107 anos depois, aquela unidade do Liceu deu lugar a 21 campi do Instituto Federal do RN, espalhados nas quatro mesorregiões do estado:
Mesorregião
Municípios
Agreste Potiguar
João Câmara, Nova Cruz, Santa Cruz e São Paulo do Potengi;
Central Potiguar
Caicó, Currais Novos, Macau, Parelhas e Lajes;
Leste Potiguar
Canguaretama, Ceará-Mirim, Natal (Central, Cidade Alta, EaD e Zona Norte), Parnamirim e São Gonçalo do Amarante;
Oeste Potiguar
Apodi, Ipanguaçu, Mossoró e Pau dos Ferros.


Com cursos de média e longa duração, o IFRN alcança a marca de 31.560 estudantes regularmente matriculados nas áreas de Controle e Processos Industriais, de Desenvolvimento Educacional e Social, de Gestão e Negócios, de Informação e Comunicação, de Infraestrutura, de Produção Alimentícia, de Produção Cultural e Design, de Turismo, Hospitalidade e Lazer, de Produção Industrial e de Recursos Naturais, totalizando 131 cursos oferecidos.

Para atender seus públicos, o Instituto conta com o efetivo de 1.813 docentes e 1.333 técnicos administrativos (TAE’s), além de estagiários, bolsistas e trabalhadores das empresas de serviço terceirizado.

Tais números, contudo, são bastante recentes. Agora, na comemoração dos seus 107 anos, o IFRN celebra ainda os dez anos de sua primeira expansão: data de 2006 a criação dos campi de Currais Novos, Ipanguaçu e Natal Zona Norte. Ainda há as unidades de Apodi, Pau dos Ferros, Macau, João Câmara, Santa Cruz e Caicó, inauguradas em 2009, e Ceará-Mirim, Canguaretama e São Paulo do Potengi, de 2013, além de Lajes e Parelhas, ambas de 2015.

Essa grande estrutura conta com um órgão central de gerenciamento, a Reitoria. Lá os 218 técnicos e docentes em atividade de gestão, desde o reitor, os pró-reitores, diretores sistêmicos, assessores e coordenadores, administram, sistemicamente, todo o Instituto. Nos campi, são os diretores gerais, diretores acadêmicos e de administração que – junto aos professores e TAE’s – lidam com as questões burocráticas e seguem o cotidiano de aulas, atividades e campo, de pesquisa e extensão, além de jogos, cursos e eventos, contando com a significativa participação da comunidade em que estão inseridas.

A celebração do aniversário de 107 anos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte marca uma nova etapa, de desafios e reestruturações em que, nas palavras de seu Reitor, o Professor Wyllys Tabosa, “é necessário que se tenha disposição o suficiente, expertise o suficiente e amor pelas nossas instituições”.

*Portal do IFRN

domingo, 7 de agosto de 2016

07 de agosto - Dia do Rio Grande do Norte

A fundação do RN teve como referência o marco de Touros, instalado em 7 de agosto de 1501


Viva o Estado do Rio Grande do Norte!!!!
07 de Agosto - Dia do Rio Grande do Norte! 
515 anos de muita História! 

sábado, 6 de agosto de 2016

Museus do RN

Espaço destinado aos Museus do Estado do Rio Grande do Norte.

Museus 

Museu do Índio Luiza Cantofa - 1º Museu Indígena do RN

Primeiro Museu Indígena do Rio Grande do Norte

Sobre o Museu do  Índio Luiza Cantofa

O Museu do Índio Luíza Cantofa  é o  Primeiro Museu Indígena do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado na Rua Antonio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN, na mesorregião Oeste Potiguar.

O Museu tem dentre os seus principais objetivos, resgatar a  cultura indígena de Apodi, abrigando  em seu acervo  peças e artefatos feitos pelos Tapuias Paiacus, primeiros habitantes das terras apodienses.

Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.  


"Somos os primeiros habitantes do Brasil, somos os primeiros do Rio Grande do Norte, somos os primeiros de Apodi e somos os senhores natos do continente da America". Lucia Maria Tavares - Presidente do CHCTPLA

O Museu é uma homenagem a apodiense Luiza Cantofa, guerreira indígena que foi brutalmente assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825. 

Visite a página do Museu no facebook clicando aqui

Sobre a índia Luiza Cantofa

Foi uma guerreira indígena natural de Apodi/RN, pertencente à tribo dos índios Tapuias Paiacus.

A notícia da existência de Cantofa na serra de Portalegre se espalhou e o povo foi à procura de Cantofa. Debaixo de um frondoso cajueiro, dormia ela a sesta quando foi despertada pelo povo. Abrindo um pequeno oratório, ajoelhou-se aos pés do Cristo Crucificado e começou a rezar o ofício de Nossa Senhora. Jandy, banhada em lágrimas, pedia perdão ao povo, perdão para sua querida avó. Um dos algozes vendo o pranto de Jandy e as rezas da velha cabocla diminuíam a satisfação do seu extinto sanguinário, aproximou-se dela e quando a velha rezava a coluna: “Deus vos salves relógio, que andando atrasado serviu de sinal…”. Cravou o punhal no peito da anciã que caiu fulminada e levada em sangue. Jandy caiu desmaiada aos pés da sua avó. No dia seguinte, Cantofa foi sepultada no mesmo lugar onde foi assassinada. Jandy não mais foi encontrada e não se sabe o seu destino. 

Segundo a tradição popular, o local da morte de Luíza Cantofa corresponde àquele local onde hoje existe a chamada Fonte da Bica distante cerca de 400 metros do centro da cidade de Portalegre. Afirma a tradição popular que, durante muitos anos, o lugar do falecimento da velha Luíza Cantofa ficou mal-assombrado. Algumas pessoas que dali se aproximavam, ouviam claramente uma voz a rezar o Ofício de Nossa Senhora. 

Luiza Cantofa é patrona de uma pequena rua, localizada no Bairro IPE, bairro que dá acesso à entrada da cidade. 

Sobre o Centro Historico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA)

Seus principais objetivos são: 

- Resgatar e preservar a Cultura étnica indígena da Nação Tarairiú, especificamente, dos Tapuias Paiacus, considerando-os estes, um coexistente marco histórico na formação e fundação do município de Apodi – RN.
- Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da Cultura indígena.
- Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.
- Contribuir para a ampliação, difusão e disseminação do conhecimento sobre a história, Cultura e Arte indígena.
-Apoiar, bem como promover ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, tendo em vista, a sua contribuição histórica para o surgimento da cidade, uma vez que suas margens serviram de espaço para a realização de atividades como: plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos.

Para acessar a página do CHCTPLA, clique aqui

Abaixo algumas fotos do Museu: 

Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi e Museu do Índio Luiza Cantofa, ambos funcionam provisoriamente no mesmo espaço. 

CHCTPLA e Museu Luíza Cantofa
Museu do Índio Luiza Cantofa

 Interior do Museu 

 Peças indígenas

Artefatos e peças líticas

Para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita com a pesquisadora Lúcia Maria Tavares, através do seguinte número: 84 - 9 9914-2282 

A Lambadinha de Aluizio Alves

O ex-governador Aluízio Alves até hoje é considerado o maior lider político na história do Rio Grande do Norte. O jingle era usado em suas campanhas políticas no estado. A "musiquinha" virou hino das eleições em todo o território potiguar, sendo usadas até por candidatos de oposição, animando e levando multidões aos comícios. Vale lembrar, que o jingle é usado até hoje em campanhas, tanto pra Prefeito quanto para Governador.

Para ver ouvir a "Lambadinha de Aluízio Alves", clique no vídeo abaixo: 


Um dos jingles políticos mais famosos da história política do Rio Grande do Norte "Lambadinha de Aluízio Alves", da campanha eleitoral de 1982.

FonteCanal DocSPP

sexta-feira, 24 de junho de 2016

11º Congreso da UJS Potiguar: Canto a esperança de um mundo novo



Entre os dias 1 e 3 de julho de 2016, na cidade de Apodi-RN, realizaremos o 11° Congresso da UJS Potiguar . Em tempos de disseminação do ódio e de uma profunda crise do capitalismo, queremos construir um processo de mobilização com a juventude de todo Brasil para dizer em alto e bom que há, sim, ESPERANÇA para todos nós!

Há quem possa dizer que isso não passa de um delírio, afinal nosso país e o mundo passam por momentos difíceis. A crise do capitalismo em escala mundial espalha fome e desemprego. As guerras se multiplicam. No rádio, na TV e em muitos sites e redes sociais na internet, proliferam-se manchetes negativas.

Ainda assim, ousamos pensar diferente. O Brasil é um país de pessoas fortes, que construíram essa nação com o sangue de tantas gerações que lutaram por dias melhores e com o suor de milhares de trabalhadoras e trabalhadores que erguem nosso país diariamente.

Foi com trabalho e muita mobilização que a juventude deixou ditaduras para trás e obteve inúmeras conquistas nos últimos anos, como o ingresso na universidade e o sonho da casa própria. É exatamente dessa forma que encontraremos o trilho de novas e maiores conquistas.

Ao longo dos nossos 31 anos, praticamos e reafirmamos os valores mais fortes que identificam a juventude o povo brasileiro e potiguar. E direcionamos nossa luta por um viés solidário, revolucionário, alegre e patriótico. Por isso, a UJS é o instrumento que você precisa para canalizar toda a sua indignação contra as injustiças, construir lutas consequentes e obter vitórias para você e toda a sociedade.

Filie-se a UJS, participe do nosso 11° Congresso e vem com a gente cantar a ESPERANÇA de um mundo novo!

Para realizar a sua inscrição no evento clique aqui

OBS: Terá ônibus saindo de todas as regiões do Estado.

Para saber mais curta a página da UJS potiguar no facebook

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Brasil não foi descoberto na Bahia, mas sim no Rio Grande do Norte.


Duas mil milhas separam a cidade de Touros/RN, a Porto Seguro/BA. Mas poucos sabem que ambas possuem um ponto em comum: o descobrimento do Brasil. Pois é. A polêmica em torno do lugar exato onde Pedro Álvares Cabral desembarcou pela primeira vez no país voltará à tona nos próximos meses. O professor universitário Lenine Pinto, historiador e responsável por uma ampla pesquisa em torno do assunto, está finalizando mais um livro, desta vez intitulado “O Bando do Mar”. Na obra, dará continuidade ao seu primeiro livro, que tornou famosa a polêmica tese de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte.No ano de 1998, o professor publico o livro “A Reinvenção do Descobrimento”, naquela momento a publicação foi destaque nacional pela abordagem do tema do descobrimento, e rendeu a ele a participação em diversas palestras e programas de televisão. Em entrevista ao Portal Agora RN o docente afirmou estar animado com o novo trabalho, que ele já vem desenvolvendo desde 2007 e pretende lançar no próximo mês de novembro, durante um encontro de escritores em Natal. Conta o professor “Neste novo trabalho pretendo apresentar aos leitores mais detalhes desse importante período de nossa história, detalhes estes que não estavam na primeira edição”.Entre os pontos que ele destaca como fundamentais para a tese é que no RN, está o Marco de Posse na praia de Touros, este chantando, por ter convocado todos os capitães para uma reunião em seu navio.
No encontro ele perguntou aos capitães se não seria conveniente enviar um navio de volta a Lisboa para contar ao rei Dom Manoel que eles tinham achado a terra. Ao saber da notícia, o rei de pronto já se dispôs a mandar, no ano seguinte.
Outro ponto que ressalta é que Pero Vaz de Caminha, ao descrever a descoberta da terra, disse que a primeira coisa que viu foi um monte alto e redondo, que seria o Pico do Cabugi, diz Lenine Pinto. Já o Monte Pascal, é uma torre, além desse cortado e não tem pico,“Isso aí é um atestado claro do descobrimento aqui”, ressalta.
O professor também detalhou que o pau brasil nascia aqui no Rio Grande do Norte e se estendia até Cabo Frio, com uma interrupção na Bahia. “Em Porto Seguro não tinha Pau Brasil, muito menos açúcar, essenciais para a economia da época”, completou.

Reivindicação histórica
Questionado sobre a passividade de políticos do RN em reivindicar uma possível correção histórica sobre a descoberta do Brasil, o professor foi bem direto em sua resposta. “Os políticos do Rio Grande do Norte, em outro caso, entregaram a Pernambuco a Ilha de Fernando de Noronha; eles não têm interesse em ajudar a história, não ligam para o nosso registro”, desabafa.
Como benefício ao Estado por essa possível correção histórica, o educador prevê que a mudança poderia ajudar muito a atividade turística potiguar, gerando mais atratividade para o RN.

sábado, 21 de maio de 2016

Municípios do Rio Grande do Norte que tiveram seus nomes alterados


NOME ATUAL                                                 NOME ANTIGO
 
AFONSO BEZERRA                                                                       CARAPEBAS
ALMINO AFONSO                                                                                 CAIEIRA
ALEXANDRIA(34)                                                                        JOÃO PESSOA
ANTÔNIO MARTINS                       BOA ESPERANÇA, DEMÉTRIO LEMOS
ASSU(35)                                                                   VILA NOVA DE PRINCESA
BENTO FERNAND                                                                                  BARRETO
BOA SAÚDE(41)                                                                       JANUÁRIO CICCO
BOM JESUS                                                                                               PANELAS
CAICÓ(2)                                                      VILA NOVA DO PRÍNCIPE, SERIDÓ
CANGUARETAMA                                                   VILA FLOR, URUÁ, PENHA
CORONEL EZEQUIEL                                                                    MELÃO, JERICÓ
CAMPO GRANDE(3)*                                      TRIUNFO E AUGUSTO SEVERO
CORONEL JOÃO PESSOA                                                    BAIXIO DE NAZARÉ
DIX-SEPT ROSADO                                                                SEBASTIANÓPOLIS
DOUTOR SEVERIANO                                                                     MUNDO NOVO
ESPÍRITO SANTO DO OESTE                                                                      PARAÚ
FELIPE GUERRA                                                                     PEDRA DE ABELHA
FERNANDO PEDROZA                                                                       SÃO ROMÃO
FLORÂNIA(6)                                                                                                   FLORES
FRANCISCO DANTAS                                                                               TESOURA
FRUTUOSO GOMES                                                            MUMBAÇA, MINEIRO
IELMO MARINHO                                                                                 POÇO LIMPO
JARDIM DO SERIDÓ(10)                                                                               JARDIM
JANDUÍS                                      SÃO BENTO DO BOFETE, GETÚLIO VARGAS
JOÃO CÂMARA(11)                                                                          BAIXA VERDE
JOSÉ DA PENHA                                                                                                 MATA
JUCURUTU(12)                                                            SÃO MIGUEL DE JUCURUTU
LAJES(14)                                                                                                 ITARETAMA
MARTINS(16)                                                                                         MAIORIDADE
MARCELINO VIEIRA                                                                  VITÓRIA, PANATIS
MESSIAS TARGINO(17)                                                                                     JUNCO
MONTANHAS(18)                                                           LAGOA DE MONTANHAS
MAJOR SALES                                                                                                    CAVAS   
NÍSIA FLORESTA(19)   VILA IMPERIAL DE PAPARY, VILA DE PAPARY E NÍSIA FLORESTA
PARNAMIRIM(21)                                                                         EDUARDO GOMES
PEDRO AVELINO                                          GASPAR LOPES, EPITÁCIO PESSOA
PEDRO VELHO(22)                                           VILA DE CUTIZEIROS , VILA NOVA
RAFAEL GODEIRO(42)                                                     VÁRZEA DA CAATINGA
RAFAEL FERNANDES                                                                                     VAZINHA
RODOLFO FERNANDES                                                         SÃO JOSÉ DOS GATOS
RUY BARBOSA                                                                                      OLHO D’ÁGUA
SANTA CRUZ(39)                                       SANTA CRUZ DA RIBEIRA DO TRAIRI
SANTO ANTÔNIO                                                                            SALTO DA ONÇA
SÃO FRANCISCO DO OESTE(26)                                                       SALAMANDRA
SÃO FERNANDO                                                          PASCOAL, DISTRITO DE PAZ
SÃO JOSÉ DE MIPIBU(28)   VILA DE SÃO JOSÉ DO RIO GRANDE E CIDADE DE MIPIBU
SÃO RAFAEL                                                                                                      CAIÇARA
SENADOR ELOI DE SOUZA                                                          CAIADA DE BAIXO
SENADOR GEORGINO AVELINO                                                             SURUBAJÁ
SERRA CAIADA(30)                                                                 PRESIDENTE JUSCELINO
SEVERIANO MELO                                                                                        BOM LUGAR
TENENTE ANANIAS                                                                                            IPUEIRA
UMARIZAL                                                                                     GAVIÃO, DIVINÓPOLIS
VENHA VER                                                                                                PADRE COSME
 
(2) Caicó – A criação do município foi determinada pela Ordem Régia de 22 de julho de 1766, executada pela Ordem do Governo de Pernambuco, em 28 de abril de 1788. A então chamada Vila Nova do Príncipe recebeu foros de cidade em 16 de dezembro de 1868 pela Lei Provincial nº 612 e, através do Decreto Estadual n° 12, de 1 de fevereiro de 1890, passou a se chamar Seridó. O nome Caicó chegou oficialmente por força do Decreto Estadual nº 33, de 7 de julho de 1890.

(3) Campo Grande – Em 30 de março de 1870, a Lei nº 613 restaurou o município com a denominação de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 mudou o nome do município para Augusto Severo. No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome de Campo Grande.

(6) Florânia – O município de Flores foi criado no dia 20 de outubro de 1890, passando a se chamar Florânia a partir de 30 de dezembro de 1943.

(10) Jardim do Seridó – Em 1º de setembro de 1858, o povoado de Conceição passou a município com a denominação Jardim. Em 27 de agosto de 1874, para diferenciar de Jardim de Angicos, o município passou a ser chamado de Jardim do Seridó.
(11) João Câmara – Pela Lei nº 899, de 19 de novembro de 1953, Baixa Verde passou a se chamar oficialmente João Câmara.

(12) Jucurutu – Em 31 de outubro de 1938, o município mudou de nome para Jucurutu.

(14) Lajes – O município mudou de nome por força do Decreto-Lei nº 268, de 30 de dezembro de 1943, passando a ser chamado de Itaretama. Em 11 de dezembro de 1953, pela Lei nº 1.032, retornou ao antigo nome “Lajes”.

(16) Martins – Em 30 de outubro de 1847, o município de Maioridade mudou outra vez de nome, passando a se chamar Cidade de Imperatriz. Em fevereiro de 1890, a famosa e agradável Serra de Martins passou, definitivamente para a história, com o nome oficial de Martins.

(17) Messias Targino – Em 08 de maio de 1962, pela Lei nº 2.750, Junco desmembou-se de Patu, tornou-se município e permaneceu com esse nome por pouco tempo, sendo, posteriormente, mudado para Messias Targino.

(18) Montanhas – Somente em 20 de julho de 1963, o município passou a se chamar definitivamente Montanhas.

(19) Nísia Floresta – Foi pela Lei Provincial nº 242 que o povoado desmembrou-se de São José de Mipibu, no dia 18 de fevereiro de 1852, tornando-se município com o nome de Vila Imperial de Papary. No dia 1º de fevereiro de 1890, chamou-se Vila de Parary. A atual denominação Nísia Floresta foi dada pelo Decreto-Lei nº 146, de 23 de dezembro de 1948.

(21) Parnamirim – No ano de 1973, Parnamirim passou a chamar-se Eduardo Gomes, retornando ao seu nome primitivo pouco tempo depois.

(22) Pedro Velho – Adquiriu foros de cidade pela Lei nº 13, de 19 de outubro de 1936.

(26) São Francisco do Oeste – No dia 24 de outubro de 1976, pela Lei nº 3.522, o município de Salamandra mudou o seu nome para São Francisco do Oeste.

(28) São José de Mipibu – Foi confirmada a sua criação como município pela Carta Régia de 14 de setembro de 1758, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande foi elevada à categoria de cidade. Passou a chmar-se então cidade de Mipibu. Passados dez anos, a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre religiosidade e o famoso rio Mipibu, que emerge da terra de maneira surrpreendente.

(30) Serra Caiada – Em 1963, Serra Caiada mudou de nome para Presidente Juscelino. Em 20 de novembro de 1991, através da Lei Municipal nº 87/91, voltou a denominar-se Serra Caiada.

(34) Alexandria – Foi criado em 1930 com a denominação de João Pessoa. Em 1936, voltou a ter o nome de Alexandria.

(35) Assu – Foi criado o município em 1766 com o nome de Vila Nova da Princesa e em 16 de outubro de 1845, a Lei Provincial nº 124 passou a chamar-se Assu.

(39) Santa Cruz – Em 1890 passou a ser chamado simplismente de Santa Cruz.

(41) Boa Saúde – Antes Januário Cicco, foi denominado Boa Saúde através da Emenda nº 1 à Lei Orgânica Municipal em 02 de fevereiro de 1991.

(42) Rafael Godeiro – Antiga Várzea da Caatinga, passou a chamar-se Rafael Godeiro pela Lei Estadual nº 3.625 em 03 de junho de 1968.

Fontes: Blog Potyline 

sábado, 7 de maio de 2016

CARTA ABERTA PELA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE CANGUARETAMA/RN, DIRIJO-ME A PREFEITURA E A CÂMARA DE VEREADORES

“O importante de tudo
É não deixar se perder
Aquilo que nossos avós
Ajudaram a conceber
Vamos manter a memória
E o passado proteger”
(Jeane Fonseca Leite Nesi, in “Centro Histórico de Natal
 Patrimônio Cultural Material no Brasil).

A Excelentíssima Senhora Prefeita de Canguaretama e Ao Ilustríssimo Presidente da Câmara Legislativa Municipal.

            Venho por meio desta, tornar público a minha sincera inquietação, em virtude das práticas da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Canguaretama, com relação à garantia de proteção e conservação do patrimônio cultural local. Conforme rege à Constituição da República Federativa do Brasil, nos artigos XXIII e CCXVI, Lei Estadual 4755/1978 e Lei Municipal 314/2006, art. 46, inciso VIII 
            Dessa forma, declaro à finalidade desta carta com um questionamento: “Mas o que é Patrimônio Cultural?” É um conjunto de bens materiais e imateriais, que tem seu valor reconhecido por um órgão responsável. O patrimônio cultural é dividido em duas categorias: Matérias e Imaterial. Os matérias pode ser dividido em mais duas categorias, imóveis: ou seja, casas, igrejas, praças e outros. Já os móveis são: esculturas, pinturas e outros. Os imateriais são: as lendas, mitos, tradições populares e outros. Mas além de tudo, o patrimônio pode ser entendido como uma espécie de referencial social, permitindo que o homem se localize no tempo e no espaço, a partir deste patrimônio. Nesse sentido, pode-se impulsionar à transformação social, potencializar a criatividade, desenvolver o enriquecimento cultural e também o financeiro. Portanto, tudo isso justifica a sua preservação e conservação, e o seu restauro quando necessário. 
          Justifico a minha inquietação, com o descaso na conservação das ruínas da Usina Maranhão- uma das primeiras indústrias açucareiras RN –, que hoje, se putrefaz sem qualquer preservação nas margens da BR 101, KM 167, sentido Natal/RN-João Pessoa/PB com a Extinta Mina de Laterita Ferruginosa do Engenho Cunhaú-atual Gruta do Bode, da BR 101, KM 158, sentido João Pessoa/PB-Natal/RN, -descoberta em 02 de agosto de 1608, por Jeronimo de Albuquerque Maranhão “O Conquistador do Maranhão”, a mineração foi encerrada talvez por escassez do minério ou após o incêndio do Engenho Cunhaú, em 16 de maio de 1647, além de fazer parte de um mito popular local conhecido por “07 Buracos”. E outros existentes na nossa cidade, que se deteriora sem qualquer preservação.
              Assim, humildemente, peço que reflitam sobre a ratificação do presente Projeto de Lei municipal, que segue no link: goo.gl/3YFFru, para garanti a preservação do legado histórico/material e imaterial de nossa amada cidade.

Canguaretama, 02 de maio de 2016.


Atenciosamente,

Thiago Antonio de Oliveira
Discente do IFRN-Campus Canguaretama
Militante do Coletivo Mestre Padre

Fonte: http://tudodecanguaretama.blogspot.com.br/2016/05/carta-aberta-pela-preservacao-do.html