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domingo, 8 de janeiro de 2017

Lideranças indígenas viajam a Brasília contra o fechamento da FUNAI-RN




As comunidades e grupos auto afirmados como indígenas do RN, formados por homens, mulheres e crianças das Nações Tapuias e Potiguaras, saem neste domingo em caravana rumo à Brasília, no Distrito Federal.

A finalidade é protestar contra o fechamento da Unidade da FUNAI no Rio Grande do Norte .Na caravana está nossa líder Lucia Maria Tavares, com nossa colaboradora, a assistente social Flavia Lima, representando os povos Tapuias Pai acha do Apodi.

Boa viagem companheiras e companheiros. Nossos parentes. 


Por Mônica Freitas 

sábado, 7 de janeiro de 2017

ASSERC – Associação Seridoense de Criadores

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sentadas e área interna

DIRETORIA EXECUTIVA

Triênio: 2017/2019

DIRETOR PRESIDENTE: Sergio Torres
PRIMEIRO VICE DIRETOR PRESIDENTE: João Pereira de Brito
SEGUNDO VICE DIRETOR PRESIDENTE: Joana D'Arc Pires Soares da Silva
PRIMEIRO VICE DIRETOR SECRETÁRIO: Arysson Soares da Silva
SEGUNDO VICE DIRETOR SECRETÁRIO: José Vanderli de Araújo
TESOUREIRO: Emídio Gonçalves de Medeiros

CONSELHO FISCAL

EFETIVOS: Ubirajara Lopes de Araújo Filho, Nelson Cândido de Macedo Filho e Rui Lopes da Silva

SUPLENTES: Raniere Pinheiro Dias e Gustavo Gonçalves Braz de Albuquerque

CONSELHO DELIBERATIVO

EFETIVOS: Pedro Alexandre Azevedo de Medeiros, Fernando Antônio Marinho Pereira e Acácio Sânzio de Brito.

SUPLENTES: Ivonaldo Diniz e José Torres Filho.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Raniere Barbosa é eleito novo presidente da FECAMRN


O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Raniere Barbosa (PDT) foi eleito presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM/RN) nesta quarta-feira, 4 de janeiro, no auditório da FECAM em Natal. Presidentes de câmaras municipais de todas as regiões do Estado participaram da assembleia de eleição, , que tinha duas chapas na disputa ao pleito. Porém, estas renunciaram suas candidaturas para que fosse feita uma nova chapa, única e consensual entre os presentes. Após a aprovação dos novos nomes, tomou posse a nova diretoria para o biênio 2017-2018.

"A presidência da FECAMRN é mais um desafio ao qual sou delegado. Agradeço a todos pela confiança e vamos à luta em prol de um RN cada vez melhor", comentou o vereador após a eleição. Raniere apontou que seu principal objetivo é fortalecer as Câmaras Municipais em todo o estado através da união entre os vereadores. "É importante termos uma instituição fortalecida pela união dos seus membros. Vamos estender todas as ações da FECAM de sua sede para todo o estado, fazendo parcerias e buscando recursos. Meu nome foi posto para canalizar e agregar a todos nesse conceito, não apenas a união institucional, mas valorizar a figura do vereador no alcance das metas para seus municípios", disse o presidente.

União, foi a palavra de ordem entre todos os discursos proferidos na manhã de hoje. Um dos projetos do novo presidente eleito é criar pólos nas regiões para integrar a instituição e promover a capacitação dos legislativos municipais. "Farei uma gestão compartilhada de vários presidentes e assim chegaremos a todo o estado se os presidentes governarem comigo. Quero dar oportunidades aos vereadores e servidores. Acredito nas Câmaras menores e sei que se estiverem unidas poderão ser grandes", destaca Raniere. Para isso, a FECAMRN conta com uma nova diretoria formada por representantes de todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Para o vice-presidente eleito, Odair Alves Diniz, que é presidente da Câmara Municipal de Caicó, a chapa eleita vai conseguir fortalecer os legislativos municipais. "Essa instituição que tem grande papel no trabalho daqueles que representam as câmaras municipais. Vamos trabalhar nessa gestão para que possamos contemplar todo o estado num mandato exemplar e digno de ser reconhecido", diz Odair.

Nova diretoria da FECAM/RN 2017/2018:

Raniere Barbosa (Natal) - presidente
Odair Alves Diniz (Caicó) - vice-presidente
Iron Lucas de Oliveira Júnior (Jardim do Seridó) - 2º vice-presidente
Maria Isabel Araújo Montenegro (Câmara de Mossoró) - 3ª vice-presidente
Josinaldo Amaro de Lima (São Tomé) - 4º vice-presidente
Jeferson Monik Gonçalo Lima de Melo (Santa Cruz) - 1º secretário
Lucélia Ribeiro Santas (Patu) - 2º secretário
Allisson Lindauro Marques Guedes (São Paulo de Potengi) - 1º tesoureiro
Raimundo Inácio Filho (ex-presidente da Fecam) - 2º tesoureiro. 

Assessoria Fecam/RN

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

UFRN realiza inscrição de municípios no programa Trilhas Potiguares

Municípios com até 15 mil habitantes podem se inscrever. 
Arquivo UFRN / Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inscreve, até o dia 24 de fevereiro de 2017, municípios que desejam receber o programa de extensão Trilhas Potiguares em 2017 e tenham um máximo de 15 mil habitantes.

As inscrições acontecem por meio do edital da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), disponível no endereço www.trilhaspotiguares.ufrn.br. Os municípios selecionados serão divulgados no site da Proex até 17 de março de 2017.

Para os interessados, é necessário o preenchimento de ficha anexa ao edital, que pode ser encaminhada por e-mail, entregue na Coordenadoria de Programas e Projetos da Proex ou enviada via postal.

Sobre o projeto

O Trilhas Potiguares consiste em um Programa de Extensão com efetiva interação entre a Universidade e a comunidade de pequenos municípios do Rio Grande do Norte com até 15 mil habitantes.

Esse programa tem como missão propor novas formas de aplicação do conhecimento gerado na Universidade a partir do contato com as demandas da comunidade externa, buscando a construção solidária do saber, voltado para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Colocando em pauta o desafio de trabalhar, na ótica da educação ambiental, o equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, as ações do projeto estão objetivamente voltadas à melhoria da qualidade de vida da população potiguar, priorizando o respeito a cultura e tradição locais, estabelecendo uma sintonia entre o saber acadêmico e o saber popular.


Para saber mais acesse sistemas.ufrn.br

sábado, 31 de dezembro de 2016

Diretor de cinema lagoanovense lança documentário no YouTube

Clique na imagem para ampliar 

Dynho Silva, diretor de cinema lagoanovense

O Diretor Dynho Silva acaba de lançar no youtube o documentário: O Mundo Mágico dos Livros, um trabalho de incentivo a leitura para crianças e jovens.

Levantando mais uma vez a bandeira do projeto "Cinema Lagoa Nova" O mundo mágico dos livros é um documentário produzido pela Studio 13 Entretenimento e dirigido por Dynho Silva, filmado na biblioteca pública de Lagoa Nova / RN, o documentário foca nos trabalhos de incentivo a leitura que são realizados no local, principalmente pela professora Vitória Lopes, idealizadora do projeto, e ainda conta com a participação especial do poeta lagoanovense Chagas Gomes e da escritora Paula Belmino, o mundo mágico dos livros é um convite mais especial para que nossas crianças e jovens redescubram o fantástico mundo da leitura!

ASSISTA O DOCUMENTÁRIO COMPLETO NO YOUTUBE
Link: https://www.youtube.com/watch?v=61kmBIs4Oxs

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

As unidades de conservação ambiental no Rio Grande do Norte

Segundo o IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – entende-se por Unidade de Conservação o espaço territorial e seus recursos ambientais com características naturais relevantes, e que tenha objetivos de conservação e limites definidos ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.
As Unidades de Conservação dividem-se em dois grupos: 

1. Unidades de Proteção Integral: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é preservar a natureza.
O grupo das Unidades de Proteção Integral é composto pelas seguintes categorias: 
• a) Estação Ecológica
• b) Reserva Biológica
• c) Parque Nacional 
• d) Monumento Natural
• e) Refúgio de Vida Silvestre
2. Unidades de Uso Sustentável: o objetivo básico deste grupo de Unidades de Conservação é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
Constituem o grupo das Unidades de Uso Sustentável as seguintes categorias de unidades de conservação:
• a) Área de Proteção Ambiental
• b) Área de Relevante Interesse Ecológico
• c) Floresta Nacional
• d) Reserva Extrativista
• e) Refúgio de Vida Silvestre
• f) Reserva de Fauna
• g) Reserva de Desenvolvimento Sustentável
• h) Reserva Particular do Patrimônio Natural. 
• 
• 
• ● ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA)
• 
• a) APA Jenipabu (*)
(*)Entre os moradores locais e mesmo a imprensa do Rio Grande do Norte, há predominância do uso de "Genipabu". Entretanto, segundo a Academia Brasileira de Letras, termos de origem indígena devem ser grafados com "j" (pajé, canjica, etc); portanto, o mais apropriado é "Jenipabu". O nome deriva do tupi "jenipa-bu", que significa "local onde se encontra jenipapo"; jenipapo é uma fruta típica da região.
• b) APA dos Recifes de Corais 
• C) APA Piquiri-Una 
Parques Estaduais
● PARQUES ESTADUAIS 
• 
• a) Parque Estadual Dunas do Natal "Jornalista Luiz Maria Alves"
• b) Parque Ecológico Pico do Cabugi 
• c) Parque Estadual Mata da Pipa 
• d) Parque Estadual Florêncio Luciano 
• 
• ● RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
• 
• a) Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual de Ponta do Tubarão
• ● UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM PROCESSO DE CRIAÇÃO
• 
• a) UC Morro do Careca 
• b) APA das Carnaúbas
• c) Parque Estadual Mangues do Potengi
• d) Parque Estadual do Jiqui 
• e) APA Dunas do Rosado
• f) Cavernas - Região de Martins
• 
• ● OUTRAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EXISTENTES NO ESTADO
a) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sernativo – Acari- IBAMA/RN e Cecília Gonçalves Gonçalves.
b) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Stoessel de Brito- Jucurutu-IBAMA/RN e Lídia Brasileira.
c) FLONA (Floresta Nacional)-Nísia Floresta- IBAMA/RN.
d) FLONA (Floresta Nacional) Açu - IBAMA/RN.
e) Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Mata Estrela Senador Antônio Farias- Baía Formosa.
f) Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas - IBAMA/RN.
g) Estação Ecológica do Seridó Serra Negra do Norte- IBAMA/RN.


Por Carlos Noronha - escritor e sociólogo natalense. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Aspectos Econômicos do Rio Grande do Norte

*Por Carlos Noronha

As atividades econômicas no Rio Grande do Norte são desenvolvidas em diversos setores, tais como: agricultura, extrativismo, pecuária, mineração, indústria, comércio e turismo.
Essas atividades participam historicamente da produção e organização sócio-econômica do Estado. 

Cada região potiguar teve seu desenvolvimento aliado a um ramo da economia. No litoral úmido, a cana-de-açúcar; no Sertão, a pecuária e o cultivo do algodão; nos vales do rios Piranhas-Açu e do Apodi-Mossoró, o extrativismo vegetal ligado à carnaúba; além do sisal no Agreste. A agricultura de subsistência encontra-se disseminada por todo o território estadual.

Além disso, deve-se salientar a extração do sal-marinho no litoral norte, a extração da xelita em Currais Novos e o extrativismo do fruto da oiticica nas várzeas dos rios Piranhas-Açu e Apodi-Mossoró.

Tais atividades primárias implicaram no surgimento de indústrias para o beneficiamento das matérias-primas. Dessa forma, houve o aparecimento das algodoeiras, que retiravam a semente da pluma do algodão. O caroço do algodão era industrializado e transformado em óleo comestível e para ração animal. A pluma, em fardos, era exportada para outros centros industriais brasileiros e para o exterior. 
A atividade canavieira trouxe os engenhos que transformavam a cana em açúcar, álcool, aguardente e rapadura.

A oiticica transformava-se em óleo para a fabricação de tintas e sabão. O sisal demandava pequenas fábricas para a produção de cordas e fios para sacarias. A cera de carnaúba, extraída da palha, era cozida até atingir o estado sólido e, então, exportada. O couro de animais, como bois, ovinos e caprinos, passava inicialmente pelos curtumes e, depois, exportado.

O sal, por seu turno, exigia industrialização, por intermédio das salinas. O sal em forma de cristais era moído e ensacado para chegar ao comércio e, posteriormente, às residências como conservante de carnes e peixes e como condimento.

Esse quadro caracterizou o Estado até a década de 1950. Com a chegada da energia produzida pela Hidrelétrica de Paulo Afonso (na Bahia), a criação da SUDENE (Superitendência do Desenvolvimento do Nordeste) e o novo impulso industrial no Sudeste, houve mudanças na maneira de produzir mercadorias. Sendo assim, a partir de 1960, o Rio Grande do Norte passa a receber novas indústrias e moderniza as então existentes. 

A concentração das atividades econômicas mais dinâmicas em certas regiões como a Grande Natal e Mossoró, implica no empobrecimento de outras áreas, determinando o fenômeno migratório que implica no crescimento desenfreado em particular da capital e seu entorno.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial

*Por Carlos Noronha

O fator geográfico proporcionou ao Rio Grande do Norte destacar-se no cenário mundial. Isso ocorreu durante a II Guerra Mundial quando Natal serviu de base aos aliados3. É a capital brasileira mais próxima da Europa e do norte da África.

A cidade possui uma posição estratégica global. Isso fez com que Natal recebesse as duas principais bases militares dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial: a Base Naval e Parnamirim Field - na época, a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.

Tendo em vista a proximidade relativa com o continente africano, o Rio Grande do Norte se constituía em alvo provável de uma possível invasão da América do Sul e, também, representava um local ideal para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e Europa. 

Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base para a travessia de aviões do Oceano Atlântico e, no caso de uma tentativa de invasão do continente, em ponto estratégico para um possível ataque ao Canal do Panamá.
Em 1939 o conflito eclodira na Europa e a Alemanha dominava boa parte do continente. O Brasil declarou guerra ao Eixo em 1942, após o torpedeamento de navios brasileiros supostamente por submarinos alemães. 

A marcha do Marechal alemão Rommel no norte africano preocupou os países aliados, pois a tomada dessa área colocaria em perigo a navegação no Oceano Atlântico.
Diante dessa situação, revela-se a importância de Parnamirim na Segunda Guerra Mundial, uma base das nações aliadas sob a liderança dos Estados Unidos.
A vida em Natal sofreu mudanças com a vinda de grande número de estrangeiros, em sua maioria, norte-americanos. O comércio teve um incremento considerável e a cidade vivenciou novos costumes.

O provável perigo à navegação do Oceano Atlântico, da costa brasileira, como também de todo o continente americano tendo em vista o avanço militar da Alemanha no norte da África, pode ter sido a causa para o Brasil ceder bases militares no litoral do Nordeste do país.
Essas bases serviriam de apoio às operações militares que seriam desenvolvidas na África. 
Natal, nesse período, vivia um clima de guerra, inclusive com blecaute4 diários. Contava também com os serviços da Cruz Vermelha, Legião Brasileira de Assistência, Defesa Civil, e ainda abrigos antiaéreos familiares e públicos.
O recrutamento feito para o envio de tropas à Europa ou para a defesa do litoral contou com a participação de muitos potiguares. 

Quando o presidente norte-americano Franklin Roosevelt se encontrava na África, solicitou ao almirante Jonas Ingram para marcar um encontro com Getúlio Vargas, em Natal. Acertada a reunião, todas as providências foram tomadas em segredo.
O presidente Getúlio Vargas chegou a Natal no dia 27 de janeiro de 1943, acompanhado de sua comitiva. 

Na manhã seguinte, dois aviões trouxeram o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt e sua comitiva.
Vargas e Roosevelt participaram da Conferência de Natal que tratou de interesses mútuos e laços de amizades entre Brasil e Estados Unidos; a prevenção de um possível ataque dirigido de Dakar, na África, ao hemisfério ocidental; e o apoio do Brasil aos objetivos de guerra de Roosevelt. 

Nessa reunião ficou acertado o envio de tropas brasileiras para a guerra.
A presença norte-americana em Natal mudou profundamente os hábitos da população natalense, principalmente com a presença do grande número de militares estrangeiros que vieram para a cidade. Isso representou a convivência de duas culturas diferentes no mesmo espaço.

Os norte-americanos procuraram se integrar com os habitantes locais, patrocinando festas. Surgiram, então, associações recreativas que eram alugadas com o objetivo de realizar bailes. Houve, por causa disso, uma invasão de ritmos estrangeiros, como a rumba e o bolero.

Diversos produtos norte-americanos, naquela época, eram utilizados ou consumidos pela população local, tais como: refrigerantes, chocolate gelado e chicletes.
Os homens abandonaram a vestimenta que costumavam usar no dia-a-dia e adotaram roupas cáqui, de inspiração militar-esportiva ou jeans.
As mulheres passaram a agir com maior autonomia, incorporando modos norte-americanos.

Natal perdia aos poucos as características de cidade pequena. Chegam à capital potiguar de pessoas de outras nacionalidades, como por exemplo: príncipe Bernard (Holanda), Sra. Franklin D. Roosevelt (esposa do presidente dos Estados Unidos), Sr. Noel Charles (embaixador do Reino Unido no Brasil), entre outros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Indígenas, Europeus e Africanos Formaram a População Norte-riograndense

Por Carlos Noronha

A população norte-riograndense é resultado dos indígenas que habitavam o Estado antes da colonização européia no século XVI; do elemento branco, composto basicamente por portugueses vindos dos Açores, Ilha da Madeira e do Minho, por franceses e holandeses; dos negros africanos; bem como, por ciganos e judeus.
Os indígenas ocupavam todas as regiões do Rio Grande do Norte, quando da chegada dos europeus. 

A população indígena praticamente desapareceu do Rio Grande do Norte causada pelo uso das bebidas alcoólicas, das doenças e da brutalidade dos conquistadores. 
No litoral habitavam os potiguaras, enquanto no interior viviam os tarairiús. Em 1805, os indígenas representavam 10% da população do Rio Grande do Norte.

No censo de 2000, a população indígena no estado corresponde a apenas 0,08%.
Com relação aos negros, observa-se que em 1805, estes representavam 16% da população total, caindo para 5% em 2000. Os escravos não vinham diretamente da África, mas sim de Pernambuco e do Maranhão.

A população branca aumentou a sua participação na população do Rio Grande do Norte. Em 1805, correspondia a 34% do total, passando a 41% em 2000. Contudo, a maior parte da população potiguar é composta pelos pardos com 52,5%. Por fim, os amarelos correspondem a 1% da população norte-riograndense. 

A miscigenação foi intensa entre os brasileiros de todas as regiões e épocas.
É provável, pois, que a maioria da população potiguar resulte desse processo de miscigenação, declarando-se “branca”, por diversos motivos, tais como o do preconceito racial.

PEDRO GORKI É O CANDIDATO DO MOVIMENTO A RUA É NOSSA PARA O 19º CONGRESSO DA UMES/NATAL


Pedro Gorki, de 15 anos, é estudante da Escola Freinet, Natalense nascido no bairro das Rocas e é vice-presidente regional da UBES no Rio Grande do Norte. Iniciou no movimento estudantil através do estímulo, experiência e exemplo de seus pais que são militantes históricos do movimento social do RN. Aos 11 anos já fazia movimento estudantil em defesa do Grêmio do Colégio Nossa Senhora das Neves. Aos 12 anos, participando dos protestos em defesa do passe livre, conheceu mais a fundo a organização do movimento estudantil e apaixonou-se ainda mais por essa luta.

Aos 14 anos, participou do seu primeiro congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, em 2015. Congresso que o elegeu para representar na UBES os secundaristas potiguares. Participando da gestão da UBES que viveu um golpe de estado, as responsabilidades deste adolescente apenas aumentaram.Compondo a Coordenação Operativa da Frente Brasil Popular (RN), ajudou e participou das atividades e manifestações contra o golpe. Com o golpe instaurado, a luta de resistência secundarista se tornou mais intensa. Gorki, ajudou na coordenação da primeira ocupação de Instituto Federal nesse ano no Brasil (IFRN- Natal Central).

Participou e contribuiu com diversas ocupações na região metropolitana de Natal e no estado. Teve um papel fundamental na construção da ocupação da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do RN. A partir de muita resistência, diálogo e força dos secundaristas, os mesmos conseguiram a reunião com o governador Robinson Faria e secretários de Estado. Gorki foi um dos estudantes que representaram o movimento na reunião que conquistou o Fórum Permanente sobre a Reformulação do Ensino Médio e redimensionamento da rede, além do termo de compromisso do Governo do Estado que atendeu diversas pautas das ocupações.

Mas a luta não para só pelo termo de compromisso, é necessário uma UMES forte que represente o anseio dos secundaristas potiguares que ocuparam suas escolas e a Secretaria de Estado da Educação, uma UMES forte com uma direção forte e convicta dos seus ideais e compromissos com a educação é necessária para o movimento social de Natal, do RN e do Brasil.

UMES PRA FRENTE,
GORKI PRESIDENTE!

sábado, 19 de novembro de 2016

IFRN realiza seu maior evento científico e cultural entre os dias 23 e 26 deste mês


De 23 a 26 deste mês, Parnamirim vai se transformar em um polo de atividades científicas, acadêmicas e culturais. No período, o Campus do IFRN no município vai sediar a Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex), que já conta com mais de 3 mil participantes inscritos e engloba os mais importantes eventos já realizados pela instituição, como a Mostra Tecnológica, o Congresso de Iniciação Científica, a Olimpíada de Robótica e o Prêmio de Empreendedorismo Inovador, além de mostras culturais, minicursos, oficinas e o Simpósio de Extensão. Nesta sexta (18), foi divulgada a programação detalhada do evento.

Esta é a segunda edição da Secitex, que neste ano tem como tema "Ciência alimentando o Brasil" e vai contar com a presença de estudantes e servidores de todos os 21 campi do IFRN e da Reitoria. A visitação é aberta ao público externo, que poderá ter acesso às atividades que não requerem inscrição, como a mostra tecnológica e a competição de robótica e as mostras culturais. 

A abertura oficial da Secitex acontece na quarta-feira (23) a partir das 19h, no Campus Parnamirim. Após a solenidade, ocorre o Encontro de Corais e o primeiro dia do Festival de Música, com a apresentações de estudantes do IFRN. 

As apresentações culturais seguem na noite de quinta-feira, com a mostra de teatro e a última noite do Festival Musical. Durante todos os dias do evento, os participantes e visitantes também podem aproveitar a praça de alimentação, que conta com oito ‘Food Trucks’. 

“Acreditamos ser o evento de maior expressão e que envolve todas as dimensões do IFRN. Alunos, professores e técnicos administrativos apresentando a sua contribuição para com a construção e transformação da sociedade, seja através da Extensão, Pesquisa e Inovação Tecnológica ou Ensino”, ressaltou o diretor geral do Campus Parnamirim, Ismael Coutinho. 

Destaques

Um dos eventos mais esperados da Secitex 2016 é a IV Mostra Tecnológica do IFRN, que acontece nos dias 24 e 25 deste mês e tem o objetivo de dar espaço para a apresentação de produtos, protótipos, processos ou serviços inovadores, preferencialmente com a possibilidade de manuseio, construção, montagem, experimentação ou exercício de atividade, elaborados por estudantes e/ou servidores do IFRN e parceiros e/ou patrocinadores. Com 38 trabalhos selecionados, o evento vai contar com demonstrações práticas dos projetos apresentados. 

Ao final do evento, os melhores trabalhos vão ser premiados com credenciais para eventos de tecnologia em outros estados brasileiros, a exemplo da Infomatrix Brasil 2017, em Lages (Santa Catarina), e a Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), em Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). 

Outro destaque na Secitex 2016 vai ser a II Olimpíada de Robótica do IFRN, que vai credenciar a equipe vencedora para um evento na França. O evento busca aproximar os grupos de pesquisa na área e promover a troca de conhecimentos e experiências tanto entre professores e alunos. A competição vai ser disputada por equipes formadas por um servidor e até quatro alunos do IFRN.

Prêmio de Empreendedorismo

Em sua primeira edição, o Prêmio de Empreendedorismo Inovador promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação do IFRN (Propi) também promete ser um destaque na Secitex. O evento tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora no Rio Grande do Norte. Os modelos de negócios mais bem avaliados poderão ser integrados às incubadoras em funcionamento nos campi do IFRN, além disto, os autores dos projetos vencedores vão ser premiados com notebooks. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de novembro, por meio do site da Secitex (http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/), mesmo endereço em que a programação completa pode ser acessada. Podem se inscrever para a atividade estudantes de cursos técnicos e superiores do IFRN, além de ex-alunos, desde que tenham mais de 16 anos e não sejam servidores da Instituição atualmente. 

Minicursos, oficinas e palestras

As inscrições para participação nos minicursos e oficinas estão abertas e seguem até a próxima terça-feira (22). São 30 opções diferentes, gratuitas e abertas também ao público externo. Para ter acesso ao minicurso, é necessário realizar a inscrição geral no evento, que também é gratuita e pode ser realizada no endereço http://eventos.ifrn.edu.br/secitex2016/ e em seguida acessar a área de escolha de atividades, disponível após a realização do primeiro login no site. Cada participante pode se inscrever em apenas um minicurso e uma palestra, pois os horários das atividades são concomitantes. As vagas são limitadas. 

Credenciamento

O credenciamento dos participantes inscritos na Secitex vai acontecer no primeiro dia de programação. O recebimento do kit do evento, composto por bolsa, bloco de anotações e caneta, está condicionado à doação de 1 kg de alimento não perecível. O participante inscrito que não realizar a doação, vai receber apenas o crachá ao realizar o credenciamento. 

Saiba mais:

Secitex 2016 – Página Oficial do Evento

Programação do evento – Geral

Programação do evento – Detalhada

*Portal do IFRN - www.ifrn.edu.br

domingo, 13 de novembro de 2016

José Lúcio Ribeiro, o último coronel do Agreste Potiguar

Por Genilson de Souza 

José Lúcio Ribeiro, o "Coroné Zé Lúcio" 

Num dia de quinta feira, 28 de Outubro de 1886, há exatos 130 anos, foi quando nasceu em Mataraca, povoado de Mamanguape na zona da Mata paraibana um menino chamado JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, filho do casal Lúcio Ribeiro e Rita Maria de Sena. De origem pobre, ainda menino, teve que ajudar ao seu pai que era "marchante" e negociava com carnes nas feiras da região de Mamanguape, no Estado da Paraíba. O meio de transporte utilizado era o "burro mulo", que tanto servia para montaria como para a condução das mercadorias.

Com a morte do seu pai em 1898, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO, contando 12 anos de idade, sendo o filho mais velho do casal e, com o conhecimento adquirido, teve que assumir com a sua mãe Rita, a responsabilidade de "arrimo de família" e criar os 11 irmãos mais jovens.. A experiência precoce de trabalhos em busca da sobrevivência lhe valeu mais tarde, pois, quando adulto seu primeiro trabalho foi como "marchante - vendedor de carnes" nas feiras da região Agreste do Rio Grande do Norte, para onde se transferiu da Paraíba, passando a residir na localidade de Lagoa da Serra, no Município de Nova Cruz.

Da condição de negociante ambulante de carnes nas feiras livres, JOSÉ LÚCIO RIBEIRO passou a proprietário rural, chegando a possuir muita terra e a ser dono de engenho de fabricação de aguardente, tornando-se também, grande liderança política no Agreste do Rio Grande do Norte, mais precisamente nos Municípios de Goianinha, Espírito Santo, Várzea, Santo Antônio e Brejinho.

A origem da sua riqueza, segundo os seus familiares, foi a sua força de vontade e a sua dedicação ao trabalho.. Mas, na época da sua ascenção como proprietário rural e de grandes latifúndios de terras, correu a notícia de um fato inusitado e não comprovado, que ele teria arrancado uma botija($$) no quintal da casa onde morava em Lagoa da Serra, na região da Lapa, no Município de Nova Cruz, depois de muita chuva e uma ventania forte ter derrubado uma frondosa árvore de gameleira, eram muitas moedas de prata e ouro e, que ele teria viajado para trocá-las em Recife - PE.

Pelos ídos da segunda metade da década de 40 do Século XX, quando já passava dos 60 anos de idade, foi quando o "coroné ZÉ LÚCIO" passou a ter participação direta no processo político do Agreste Potiguar, região da qual ele se tornou o principal líder político nas décadas de 50 e 60 do Século XX. Em 21 de Março de 1948 foi eleito Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, governando o município agrestêiro por 5 anos,  até o final de Março de 1953. No ano seguinte, 1954, o "coroné ZÉ LÚCIO" alçou vôo para a sede do Parlamento Estadual do RN, tendo sido eleito o segundo Deputado Estadual mais votado da 19ª' Legislatura da República, com 3.419 votos! 

Nas eleições de 1958, hesitou em renovar o mandato de Deputado Estadual na Assembléia Legislativa do RN, alegando ter poucos conhecimentos e habilidades para com os trâmites das matérias legislativas e, não pretendia ser "deputado lagartixa" - do tipo que balançava a cabeça concordando com o que decidiam os demais colegas. Daí que, no mesmo ano de 1958, decidiu apoiar um substituto para lhe representar na Assembléia Legislativa do RN - seu amigo e compadre João Aureliano de Lima, que foi eleito com expressiva votação. E, o "coroné ZÉ LÚCIO", aceitou o convite para disputar a eleição de Prefeito no Município de Goianinha, aonde sofreu o seu único "revés político", perdendo a parada para Adauto Rocha - candidato da poderosa Usina Estivas.

Em 1962, tinha em planos se eleger novamente Prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, mas atendeu os apelos do Governador Aluízio Alves e do Deputado João Aureliano para abrir mão daquele pleito e apoiar seu antigo e tradicional adversário político Lindolfo Gomes Vidal, para quem, contribuiu decisivamente na apertada vitória com apenas 85 votos de vantagem contra o então Vereador do Povoado de Serrinha Zezé de Souza.

Em 1963, após transcorrido e concluído o processo de Emancipação Política de Brejinho, concorreu pela última vez em disputa política, tendo sido eleito o primeiro Prefeito de Brejinho, exercendo o mandato quase totalmente, interrompido em 16 de Janeiro de 1969, quando veio a falecer, faltando apenas 15 dias para concluir sua jornada na política.

Um de seus filhos, José Ávila Lúcio Ribeiro, herdou do "coroné ZÉ LÚCIO" a vocação para o exercício da política e, também, foi Prefeito de Brejinho por um Mandato de 6 anos, de Janeiro de 1983 a dezembro de 1988, e certa vez, encontrou-se com o velho Pedro Cândido de Araújo (Rôxinho) - antigo amigo e aliado político do "coroné ZÉ LÚCIO" que, pediu Zé Ávila, faça uma poesia agora improvisadamente aqui em Santo Antônio em memória do saudoso "coroné", tendo assim se expressado José Ávila: 

"Eu sou filho de um homem que viveu neste estado
Era amante da política
Grande puxador de gado
Nunca sentiu preguiça
Quando faltava polícia
Ele era o delegado".

Fonte: José Lúcio Ribeiro - Sua trajetória de menino pobre a "coronel" do 
latifúndio e da política, Autor: José Alaí de Souza;
 Uma História da AL'RN, Autor: Luís C. Cascudo;
Depoimento de Zé Ávila Lúcio Ribeiro.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O voto feminino e o pioneirismo político da mulher potiguar

Por Genilson de Souza*


Clique na imagem para ampliar 


O direito ao voto feminino  no processo eleitoral brasileiro surgiu, primeiramente, no Estado do Rio Grande do Norte, com a aprovação da LEI N.º'660/1927.

O seridoense José Augusto Bezerra de Medeiros, era o então Governador do RN quando, num dia de terça-feira, 25 de outubro de 1927 - há 89 anos, sancionou  a Lei N.º'660/1927, que regulava o Serviço Eleitoral do Estado, inclusive, trazendo no bôjo de suas prerrogativas, na página 43, capítulo XII, artigo 77, das disposições gerais, o advento e grande novidade da concessão do direito ao "voto feminino", colocando o RN na condição de pioneiro no Brasil e na América Latina pela conquista desse direito, antecipando-se 5 anos à liberação geral no Brasil, que só viera ocorrer em 24 de Fevereiro de 1932 com a aprovação do Decreto Lei N.º'21.076/32, no período do Governo Revolucionário de Getúlio Vargas.

A Lei N.º'660/1927, foi aprovada pela 14ª Legislatura Republicana, que na época continha 25 representantes, dentre quais, 2 - agrestêiros:

-NESTOR MARINHO e, o bacharel 
-ANTONIO BENTO DE ARAÚJO LIMA, que trabalhou empenhadamente na relatoria do projeto de lei do "voto feminino".

Um mês depois de sancionada a Lei 660/1927 - em 25 de Novembro de 1927, a professora mossoroense CELINA GUIMARÃES VIANNA, tornou-se a primeira eleitora  no Estado do Rio Grande do Norte e no Brasil, como também, a primeira mulher a receber um título eleitoral na América Latina;

Em 1929, outra mulher potiguar, ALZIRA SORIANO, conquistou pelo crívo do voto popular o primeiro mandato eletivo de mulher no Brasil, sendo eleita Prefeita de Lajes/RN;

Em 1934, outra mulher potiguar, MARIA DO CÉU PEREIRA FERNANDES, foi também pioneira na conquista de direitos políticos, tendo sido a primeira mulher  no Brasil a se eleger para um mandato de Deputado Estadual, na 16ª Legislatura Republicana, em cujo período foi também, a primeira Deputada Constituinte Estadual do Brasil.

Fonte: Acervo do TRE;
           Lei N.°'660/1927;
           Uma História da AL/RN - Luís Câmara Cascudo.

Por Genilson de Souza - Pesquisador/Historiador.

domingo, 23 de outubro de 2016

Trilhas do imaginário poético


Livro : Trilhas do imaginário poético
Autor: Manoel Guilherme de Freitas 
Preço: 25, 00 R$ 


 O escritor Manoel Guilherme de Freitas  do lado direito, e seu livro "Trilhas do Imaginário poético" 

Manoel Guilherme sendo entrevistado em programa de TV. 

Sobre o livro: 

O presente livro é um sonho, não só material, mas principalmente literário por parte do autor, especialmente de trazeraos leitores um universo literário plural, intersubjetivo, solto, sonoro, em que as palavras soam não só através de seus significantes impressos, mas fundamentalmente pelo fato deserem rítmicos, bem como poéticos. Composto de 83 poemas, cujos temas tecem sobre os mais diversos assuntos acerca da existência material, humana e social.

Logo, estãocorporizados num pensar social e econômico do qual age e atua o homem. Daí não faltar temas como: Amor,Escola, Política, Utopia,Escrivania, Escada, Férias, Passos, Sentimentos, Natal, dentre tantos outros, que universalizam essa escrita.

Num estilo solto, frouxo, em que a sua melodia, também, destaca-se, outrossim, através da metrificação, somada à espontaneidade e à liberdade do dizer/não dizer da voz do poeta, senão também via às pistas sonoras, às impressões sensoriais e impressas, ou seja, é possível, também, mergulhar nesse universo poético, onde se constrói e reconstróios sonhos, as angústias, o tédio, a melancolia, como se isso fosse passível de cura.

Nas Trilhas do imaginário poético é possível à viagem, um passeio pela aura humana em toda sua plenitude, seja através da crítica social, da filosofia, senão também, do sentimento, do amor. Afinal, Quem não ama? Quem não crê? Nesse caminho, o homem pode refletir e agir produtivamente no sentindo de sua autoafirmação, de perpetuação de sua espécie.

Assim sendo, são nesses trilhos que buscamos prender o leitor, consolidados por uma linguagem peculiar, plural, dinâmica, consequentemente voltada ao fascínio do leitor atual, devendo este ser lírico, desprendendo-o do palpável, do fácil, desconstruindo assim, o universo do qual atua e participa na maioria das vezes.

Portanto, pelas trilhas, pelas veredas é que nasce à essência da poesia. Logo, o poeta navega por tais mares no compor e no recompor a realidade, já que nunca deve ser estática, mas num movimento efêmero do ir e vir na busca dos leitores, isso se pretende!

Trecho de um dos poemas do livro: 

Trilhos 

Sei que posso.
Sei que faço!
Sei que traço meu destino,
já que lanço as sementes
de um mundo diferente. 

Sei que luto por todos
nos seios sociais,
embora não seja fácil 
as mudanças essenciais. 

Hoje, abrem portas de vários destinos,
que, antes, não se tinham,
em que os sonhos são possíveis,
e isso nos anima muito.
Principalmente, entrar na Universidade, a mina. 

O mundo afro ou do carente, 
não deixe que lhes negue a identidade, 
minha gente!

O livro possui 83 poemas, temas diversificados, com ênfase na condição humana no mundo plural. Este livro já vendo mais de 900 exemplares em menos de um ano! 

Para compra-lo,  você pode entrar em contato com o escritor Manoel Guilherme através de seu email: mguilhrmedefreitas@hotmail.com
Telefone: 84 9 96680952

sábado, 22 de outubro de 2016

História do Rio Grande do Norte para iniciantes



Livro: História do Rio Grande do Norte para iniciantes
Autor: Tales Augusto Oliveira - Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).
Clique aqui para ver e baixar em pdf

Ocupação no RN atacada por fascistas


No mesmo dia em que o Ministério da Educação ordena que os diretores delatem os estudantes que estão ocupando as escolas, como era feito na ditadura, fascistas atacam a luta dos estudantes no Rio Grande do Norte.

A ocupação da E.E Ana Júlia em Natal/RN, que luta pela educação pública e contra as pautas do golpista Michel Temer, foi alvo de fascistas defensores do Bolsonaro.

Na madrugada desda quinta (20/10) a ocupação do Ana Júlia que já dura 4 dias foi atacada, roubaram a faixa da ocupação e danificaram o muro da escola. Ao concretizar a ação gritaram diversas vezes "Bolsonaro 2018" e xingaram os estudantes.

Na mesma madrugada, estudantes que ocupam a E.E Anísio Teixeira relatam que logo após o ocorrido no Ana Júlia, o Anísio foi observado por homens não identificados do outro lado do portão.

Esse ódio é alimentado todos os dias pela mídia e pelos partidos golpistas, não deixemos que ele se perpetue.

Mas apesar de tudo, não cessaremos. Não temeremos. O movimento estudantil nunca se acovardou da luta, seja na ditadura militar, período neoliberal e agora na Era Golpista.
Até que tudo cesse, nós não cessaremos.
Ocupar e resistir!

Por Pedro Gorki  - Vice-presidente RN da UBES.

sábado, 15 de outubro de 2016

Consequência do seu racismo

Por *Douglas Farias


Sabemos que não nascemos racistas. Uma criança não possui sentimentos de racismo, ela vê os outros como iguais. Entretanto, com o tempo, ela aprende através da observação do comportamento dos adultos a menosprezar pessoas negras, indígenas e etc. É um comportamento que muitas vezes parte de pessoas negras, ou seja, que sofrem com o racismo e acabam cultivando ideias racistas.

As consequências do seu racismo podem levar à exclusão das pessoas menos favorecidas. Se pegarmos os dados do Mapa da Violência no Rio Grande do Norte é fácil identificar o genocídio da juventude negra e periférica.

Existe uma imensa ausência de políticas públicas em nossa capital para combater a violência ocasionada pelo racismo histórico e familiar que entra na periferia sem pedir licença e faz sim, distinção de cor.

De acordo com o anuário, houve 15.932 mortes decorrentes de crimes violentos intencionais (homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios) nas 27 capitais no ano de 2014 – o que equivale a uma vítima a cada 30 minutos aproximadamente. 

A capital do Rio Grande do Norte ficou em 4° lugar entre as capitais mais violentas do Brasil ficando atrás apenas Fortaleza (CE) 77,3, Maceió (AL) 69,5 e São Luís (MA) 69,1.

Já estamos em 2016 e fico me perguntando o que foi feito em nossa cidade para mudar tal classificação? Quantos negros e negras, pobres e periféricos ainda têm que morrer para sensibilizar o atual prefeito Carlos Eduardo Alves? Até quando vamos ser vítimas e multiplicadores do racismo? Devemos transformar as consequências do racismo em combustível para a luta e emancipação dos negros e negras do nosso país e da nossa cidade.

*Douglas Farias é Diretor do Coletivo de Negros e Negras da UJS Potiguar

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

IFRN chega aos 107 anos renovando disposição

Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia antes chamadas de Escolas de Aprendizes Artífices foram criados na República Velha.

Reitoria do IFRN, na Rua Nilo Bezerra Ramalho, Tirol, Natal

Corria o ano de 1909 e, no dia 23 de setembro, o então presidente Brasil, Nilo Peçanha, criava, através do decreto nº 7.566, as Escolas de Aprendizes Artífices nas capitais estaduais, sendo as únicas exceções Porto Alegre e o Distrito Federal, cidades que já tinham escolas profissionais.

O Rio Grande do Norte, então, descobria o potencial do ensino de nível federal. Em 2016, 107 anos depois, aquela unidade do Liceu deu lugar a 21 campi do Instituto Federal do RN, espalhados nas quatro mesorregiões do estado:
Mesorregião
Municípios
Agreste Potiguar
João Câmara, Nova Cruz, Santa Cruz e São Paulo do Potengi;
Central Potiguar
Caicó, Currais Novos, Macau, Parelhas e Lajes;
Leste Potiguar
Canguaretama, Ceará-Mirim, Natal (Central, Cidade Alta, EaD e Zona Norte), Parnamirim e São Gonçalo do Amarante;
Oeste Potiguar
Apodi, Ipanguaçu, Mossoró e Pau dos Ferros.


Com cursos de média e longa duração, o IFRN alcança a marca de 31.560 estudantes regularmente matriculados nas áreas de Controle e Processos Industriais, de Desenvolvimento Educacional e Social, de Gestão e Negócios, de Informação e Comunicação, de Infraestrutura, de Produção Alimentícia, de Produção Cultural e Design, de Turismo, Hospitalidade e Lazer, de Produção Industrial e de Recursos Naturais, totalizando 131 cursos oferecidos.

Para atender seus públicos, o Instituto conta com o efetivo de 1.813 docentes e 1.333 técnicos administrativos (TAE’s), além de estagiários, bolsistas e trabalhadores das empresas de serviço terceirizado.

Tais números, contudo, são bastante recentes. Agora, na comemoração dos seus 107 anos, o IFRN celebra ainda os dez anos de sua primeira expansão: data de 2006 a criação dos campi de Currais Novos, Ipanguaçu e Natal Zona Norte. Ainda há as unidades de Apodi, Pau dos Ferros, Macau, João Câmara, Santa Cruz e Caicó, inauguradas em 2009, e Ceará-Mirim, Canguaretama e São Paulo do Potengi, de 2013, além de Lajes e Parelhas, ambas de 2015.

Essa grande estrutura conta com um órgão central de gerenciamento, a Reitoria. Lá os 218 técnicos e docentes em atividade de gestão, desde o reitor, os pró-reitores, diretores sistêmicos, assessores e coordenadores, administram, sistemicamente, todo o Instituto. Nos campi, são os diretores gerais, diretores acadêmicos e de administração que – junto aos professores e TAE’s – lidam com as questões burocráticas e seguem o cotidiano de aulas, atividades e campo, de pesquisa e extensão, além de jogos, cursos e eventos, contando com a significativa participação da comunidade em que estão inseridas.

A celebração do aniversário de 107 anos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte marca uma nova etapa, de desafios e reestruturações em que, nas palavras de seu Reitor, o Professor Wyllys Tabosa, “é necessário que se tenha disposição o suficiente, expertise o suficiente e amor pelas nossas instituições”.

*Portal do IFRN

domingo, 7 de agosto de 2016

07 de agosto - Dia do Rio Grande do Norte

A fundação do RN teve como referência o marco de Touros, instalado em 7 de agosto de 1501


Viva o Estado do Rio Grande do Norte!!!!
07 de Agosto - Dia do Rio Grande do Norte! 
515 anos de muita História! 

sábado, 6 de agosto de 2016

Museus do RN

Espaço destinado aos Museus do Estado do Rio Grande do Norte.

Museus 

Museu do Índio Luiza Cantofa - 1º Museu Indígena do RN

Primeiro Museu Indígena do Rio Grande do Norte

Sobre o Museu do  Índio Luiza Cantofa

O Museu do Índio Luíza Cantofa  é o  Primeiro Museu Indígena do Estado do Rio Grande do Norte. Fica localizado na Rua Antonio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN, na mesorregião Oeste Potiguar.

O Museu tem dentre os seus principais objetivos, resgatar a  cultura indígena de Apodi, abrigando  em seu acervo  peças e artefatos feitos pelos Tapuias Paiacus, primeiros habitantes das terras apodienses.

Atualmente, funciona provisoriamente na casa da pesquisadora apodiense Lucia Maria Tavares, que é a Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade mantenedora do Museu Luíza Cantofa.  


"Somos os primeiros habitantes do Brasil, somos os primeiros do Rio Grande do Norte, somos os primeiros de Apodi e somos os senhores natos do continente da America". Lucia Maria Tavares - Presidente do CHCTPLA

O Museu é uma homenagem a apodiense Luiza Cantofa, guerreira indígena que foi brutalmente assassinada na cidade de Portalegre/RN, no dia 03 de novembro de 1825. 

Visite a página do Museu no facebook clicando aqui

Sobre a índia Luiza Cantofa

Foi uma guerreira indígena natural de Apodi/RN, pertencente à tribo dos índios Tapuias Paiacus.

A notícia da existência de Cantofa na serra de Portalegre se espalhou e o povo foi à procura de Cantofa. Debaixo de um frondoso cajueiro, dormia ela a sesta quando foi despertada pelo povo. Abrindo um pequeno oratório, ajoelhou-se aos pés do Cristo Crucificado e começou a rezar o ofício de Nossa Senhora. Jandy, banhada em lágrimas, pedia perdão ao povo, perdão para sua querida avó. Um dos algozes vendo o pranto de Jandy e as rezas da velha cabocla diminuíam a satisfação do seu extinto sanguinário, aproximou-se dela e quando a velha rezava a coluna: “Deus vos salves relógio, que andando atrasado serviu de sinal…”. Cravou o punhal no peito da anciã que caiu fulminada e levada em sangue. Jandy caiu desmaiada aos pés da sua avó. No dia seguinte, Cantofa foi sepultada no mesmo lugar onde foi assassinada. Jandy não mais foi encontrada e não se sabe o seu destino. 

Segundo a tradição popular, o local da morte de Luíza Cantofa corresponde àquele local onde hoje existe a chamada Fonte da Bica distante cerca de 400 metros do centro da cidade de Portalegre. Afirma a tradição popular que, durante muitos anos, o lugar do falecimento da velha Luíza Cantofa ficou mal-assombrado. Algumas pessoas que dali se aproximavam, ouviam claramente uma voz a rezar o Ofício de Nossa Senhora. 

Luiza Cantofa é patrona de uma pequena rua, localizada no Bairro IPE, bairro que dá acesso à entrada da cidade. 

Sobre o Centro Historico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA)

Seus principais objetivos são: 

- Resgatar e preservar a Cultura étnica indígena da Nação Tarairiú, especificamente, dos Tapuias Paiacus, considerando-os estes, um coexistente marco histórico na formação e fundação do município de Apodi – RN.
- Promover e apoiar ações que contribuam para o resgate, divulgação e valorização da arte e da Cultura indígena.
- Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.
- Contribuir para a ampliação, difusão e disseminação do conhecimento sobre a história, Cultura e Arte indígena.
-Apoiar, bem como promover ações sustentáveis que contribuam para a preservação ambiental, de modo especial, da Lagoa do Apodi, tendo em vista, a sua contribuição histórica para o surgimento da cidade, uma vez que suas margens serviram de espaço para a realização de atividades como: plantação, pescaria, dentre outras pelos referidos nativos.

Para acessar a página do CHCTPLA, clique aqui

Abaixo algumas fotos do Museu: 

Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi e Museu do Índio Luiza Cantofa, ambos funcionam provisoriamente no mesmo espaço. 

CHCTPLA e Museu Luíza Cantofa
Museu do Índio Luiza Cantofa

 Interior do Museu 

 Peças indígenas

Artefatos e peças líticas

Para visitar o Museu do Índio Luíza Cantofa, agende a sua visita com a pesquisadora Lúcia Maria Tavares, através do seguinte número: 84 - 9 9914-2282 

A Lambadinha de Aluizio Alves

O ex-governador Aluízio Alves até hoje é considerado o maior lider político na história do Rio Grande do Norte. O jingle era usado em suas campanhas políticas no estado. A "musiquinha" virou hino das eleições em todo o território potiguar, sendo usadas até por candidatos de oposição, animando e levando multidões aos comícios. Vale lembrar, que o jingle é usado até hoje em campanhas, tanto pra Prefeito quanto para Governador.

Para ver ouvir a "Lambadinha de Aluízio Alves", clique no vídeo abaixo: 


Um dos jingles políticos mais famosos da história política do Rio Grande do Norte "Lambadinha de Aluízio Alves", da campanha eleitoral de 1982.

FonteCanal DocSPP

sexta-feira, 24 de junho de 2016

11º Congreso da UJS Potiguar: Canto a esperança de um mundo novo



Entre os dias 1 e 3 de julho de 2016, na cidade de Apodi-RN, realizaremos o 11° Congresso da UJS Potiguar . Em tempos de disseminação do ódio e de uma profunda crise do capitalismo, queremos construir um processo de mobilização com a juventude de todo Brasil para dizer em alto e bom que há, sim, ESPERANÇA para todos nós!

Há quem possa dizer que isso não passa de um delírio, afinal nosso país e o mundo passam por momentos difíceis. A crise do capitalismo em escala mundial espalha fome e desemprego. As guerras se multiplicam. No rádio, na TV e em muitos sites e redes sociais na internet, proliferam-se manchetes negativas.

Ainda assim, ousamos pensar diferente. O Brasil é um país de pessoas fortes, que construíram essa nação com o sangue de tantas gerações que lutaram por dias melhores e com o suor de milhares de trabalhadoras e trabalhadores que erguem nosso país diariamente.

Foi com trabalho e muita mobilização que a juventude deixou ditaduras para trás e obteve inúmeras conquistas nos últimos anos, como o ingresso na universidade e o sonho da casa própria. É exatamente dessa forma que encontraremos o trilho de novas e maiores conquistas.

Ao longo dos nossos 31 anos, praticamos e reafirmamos os valores mais fortes que identificam a juventude o povo brasileiro e potiguar. E direcionamos nossa luta por um viés solidário, revolucionário, alegre e patriótico. Por isso, a UJS é o instrumento que você precisa para canalizar toda a sua indignação contra as injustiças, construir lutas consequentes e obter vitórias para você e toda a sociedade.

Filie-se a UJS, participe do nosso 11° Congresso e vem com a gente cantar a ESPERANÇA de um mundo novo!

Para realizar a sua inscrição no evento clique aqui

OBS: Terá ônibus saindo de todas as regiões do Estado.

Para saber mais curta a página da UJS potiguar no facebook

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Brasil não foi descoberto na Bahia, mas sim no Rio Grande do Norte.


Duas mil milhas separam a cidade de Touros/RN, a Porto Seguro/BA. Mas poucos sabem que ambas possuem um ponto em comum: o descobrimento do Brasil. Pois é. A polêmica em torno do lugar exato onde Pedro Álvares Cabral desembarcou pela primeira vez no país voltará à tona nos próximos meses. O professor universitário Lenine Pinto, historiador e responsável por uma ampla pesquisa em torno do assunto, está finalizando mais um livro, desta vez intitulado “O Bando do Mar”. Na obra, dará continuidade ao seu primeiro livro, que tornou famosa a polêmica tese de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte.No ano de 1998, o professor publico o livro “A Reinvenção do Descobrimento”, naquela momento a publicação foi destaque nacional pela abordagem do tema do descobrimento, e rendeu a ele a participação em diversas palestras e programas de televisão. Em entrevista ao Portal Agora RN o docente afirmou estar animado com o novo trabalho, que ele já vem desenvolvendo desde 2007 e pretende lançar no próximo mês de novembro, durante um encontro de escritores em Natal. Conta o professor “Neste novo trabalho pretendo apresentar aos leitores mais detalhes desse importante período de nossa história, detalhes estes que não estavam na primeira edição”.Entre os pontos que ele destaca como fundamentais para a tese é que no RN, está o Marco de Posse na praia de Touros, este chantando, por ter convocado todos os capitães para uma reunião em seu navio.
No encontro ele perguntou aos capitães se não seria conveniente enviar um navio de volta a Lisboa para contar ao rei Dom Manoel que eles tinham achado a terra. Ao saber da notícia, o rei de pronto já se dispôs a mandar, no ano seguinte.
Outro ponto que ressalta é que Pero Vaz de Caminha, ao descrever a descoberta da terra, disse que a primeira coisa que viu foi um monte alto e redondo, que seria o Pico do Cabugi, diz Lenine Pinto. Já o Monte Pascal, é uma torre, além desse cortado e não tem pico,“Isso aí é um atestado claro do descobrimento aqui”, ressalta.
O professor também detalhou que o pau brasil nascia aqui no Rio Grande do Norte e se estendia até Cabo Frio, com uma interrupção na Bahia. “Em Porto Seguro não tinha Pau Brasil, muito menos açúcar, essenciais para a economia da época”, completou.

Reivindicação histórica
Questionado sobre a passividade de políticos do RN em reivindicar uma possível correção histórica sobre a descoberta do Brasil, o professor foi bem direto em sua resposta. “Os políticos do Rio Grande do Norte, em outro caso, entregaram a Pernambuco a Ilha de Fernando de Noronha; eles não têm interesse em ajudar a história, não ligam para o nosso registro”, desabafa.
Como benefício ao Estado por essa possível correção histórica, o educador prevê que a mudança poderia ajudar muito a atividade turística potiguar, gerando mais atratividade para o RN.