Pesquisar este blog

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

VÍDEO: momento da votação dos deputados do RN sobre o arquivamento da denúncia contra o presidente Temer

ASSISTA O VÍDEO LOGO A BAIXO:

Confira o exato momento em que os Deputado do Rio Grande do Norte votaram na Câmara Federal sobre o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Votação:
Não - António Jácome
Não - Rafael Motta
Não - Zinaide Maia
Sim - Beto Rosado
Sim - Fábio Faria
Sim - Felipe Maia
Sim - Rogério Marinho
Sim - Walter Alves

Significado: 
Não = Contra o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Sim = A favor do arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Deputado Fábio Faria

Vídeo produzido pelo canal DocSPP

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Rio Grande do Norte sediará Campus Party em Abril de 2018

Imagens: ciudademprende.com 

O Rio Grande do Norte vai sediar, pela primeira vez, uma edição especial da Campus Party, um dos maiores eventos do ramo da ciência e tecnologia do mundo. A realização do evento em Natal foi formalizada hoje, 24 de Julho, no auditório da Governadoria, por meio de uma carta de compromisso para realização do evento. O local e o mês já foram definidos: será no Centro de Convenções de Natal, no mês de abril do ano que vem. O presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, está comprometido em trazer o evento para o estado e participou da solenidade.

A expectativa é de atrair de cerca de 45 mil pessoas de várias partes do país e também do exterior. Segundo o Governador Robinson, o evento irá movimentar a economia e o turismo no estado, em especial na capital potiguar.

Fonte: IMD/UFRN

sexta-feira, 16 de junho de 2017

URGENTE: Morre a ex-governadora do RN Wilma de Faria


Faleceu no final da noite, (às 23 horas e 40 minutos) desta quinta-feira, 15 de junho, dedicada a Corpus Christi, no Hospital São Lucas, em Natal, a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, denominada pelos norteriograndenses de guerreira. Wilma, que por sua determinação e firmeza enquanto mulher,  quebrou paradigmas na  política do RN nos últimos 35 anos foi deputada federal constituinte, três vezes prefeita de Natal e uma vez vice-prefeita, duas vezes governadora do estado e atualmente  exercia o mandato de vereadora da capital.

sábado, 27 de maio de 2017

A maior milícia particular da Região Oeste Potiguar

A MAIOR MILÍCIA PARTICULAR (Grupo de Jagunços) DA REGIÃO OESTE POTIGUAR (1919-1936):





Benedito Saldanha

JOAQUIM DANTAS DA SILVA SALDANHA - O maior arregimentador de jagunços da região Oeste potiguar, juntamente com o seu irmão BENEDITO DANTAS DA SILVA SALDANHA. O famoso cangaceiro Massilon Leite Benevides afirmava ser afilhado de Quincas Saldanha e que residiu em sua fazenda em Caraúbas durante cerca de 03 anos. 
Quinca e Benedito comandavam a mais forte milícia particular, transformando suas fazendas em Caraúbas num estratégico coito para acomodar cangaceiros, fugitivos dos estados do RN, PB, CE, PE, BA, AL, principalmente dos estados da Paraíba e Pernambuco. Para isso contava com a omissão voluntariosa e cúmplice dos governantes e do judiciário do Rio Grande do Norte. 

Cite-se os casos das flagrantes parcialidades dos Juízes e depois Desembargadores RÉGULO TINOCO (Vide a HECATOMBE DE 1919 em Pau dos Ferros - Livro "Massilon" - do grande historiador Honorio de Medeiros), FELIPE GUERRA (Cunhado e protetor do parente Tilon Gurgel), JOSÉ FERNANDES VIEIRA (Genro e protetor de Martiniano de Queiroz Porto, que tinha, também, sua milícia particular composta por cangaceiros desprendidos de outros bandos), HORÁCIO BARRETO (Figadal inimigo político e pessoal dos dos Coronéis João Jázimo Pinto, Francisco Pinto e Lucas Pinto.) 

Horácio era Sobrinho de Juvêncio Barreto, dono da famosa fazenda "Unha de Gato", à época município de Apodi e hoje do município de Itaú-RN, onde acoitou e deu dormida ao bandido Roldão Maia(do Itaú) no dia 01 de Maio de 1934, ocasião em que lhe fez recomendações sobre a necessidade de se manter sigilo inviolável sobre os nomes dos mandantes e autores intelectuais do covarde crime, TILON GURGEL e LUIZ LEITE, à época prefeito do Apodi, que viria a ser consumado às 20:30 h. do dia seguinte. Ainda compunham a face macabra e satânica do judiciário potiguar, asquerosa e protetora de bandidos os Drs. JOÃO FRANCISCO DANTAS SALES, que foi indicado para a comarca de Apodi (Período 1922-1925) por indicação pessoal do Des. Felipe Guerra, com o fito único de perseguir a honrada família PINTO, cujo Juiz recebia às escâncaras, em sua casa em Apodi, o bandido Benedito Dantas Saldanha, e LUIZ MANOEL FERNANDES SOBRINHO (Caraúbas 28.02.1856/Natal 1935).Luiz era amigo íntimo dos irmãos Saldanha BENEDITO e QUINCA.  

Durante a poderosa e truculenta hegemonia dessa jagunçada dos irmãos Saldanha os habitantes da região de Apodi viviam sobressaltados, em constante estado de pânico generalizado, mesmo entre os que se diziam protegidos por essa malta banditícia.

Por Marcos Pinto, historiador e advogado apodiense.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Distanciamento Governamental Local na institucionalização ou concretização da Política Cultural Municipal


Por: Thiago Oliveira.
Curriculum Lattes: goo.gl/jneJv5
          
Primeiramente #NenhumDireitoaMenos.
E segundamente pergunto as Vossas Excelências da Egrégia Casa Augusta de Leis de Canguaretama, e a Excelentíssima Senhora Prefeita do Município de Canguaretama, de forma singela, humilde, e com o devido respeito e decoro:
VOCÊS ACHAM DE VERDADE QUE ESTE MUNICÍPIO, CANGUARETAMA INVESTE O MÍNIMO SUFICIENTE EM CULTURA?
E SOBRE A PRESERVAÇÃO DO NOSSO RICO E DIVERSO PATRIMÔNIO CULTURAL MUNICIPAL?
ASSIM ONDE ESTÁ SENDO APLICADO O DINHEIRO DE NOSSOS IMPOSTOS?
OS RECURSOS DESTINADOS PELOS OUTROS ENTES FEDERATIVOS PARA A CULTURAL LOCAL?
A RESPOSTA É QUE NÃO HÁ QUALQUER VERBA SOLICITADA POR PARTE DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA (SEMEC), COM ÊNFASE NA COORDENADORIA DE CULTURA, DIVULGADO PELO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA, PARA O DESENVOLVIMENTO CULTURAL LOCAL. (Lei Nº 12.527/11-Lei de Acesso à Informação).
Assim o presente manifesto é redigido, pois precisamos urgentemente de um Conselho Municipal de Políticas Culturais, redigido pelo Decreto Nº 5.520/05, uma vez que SEMEC, não criou o Conselho Municipal de Cultura, mesmo obrigado pela Lei Orgânica do Município de Canguaretama (LOMC), no art. 184, e reiterado pelo art. 3º das Disposições Transitórias. Ademais o Poder Público Municipal, deve compreender que a política cultural ultrapassa o tempo dos mandatários dos Poderes Executivo e Legislativo.
Assim declaro a finalidade desse manifesto, que é evidenciar o distanciamento por parte da Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal de Canguaretama, na criação e/ou efetivação de Políticas Culturais local, contrariando assim o Art. 215, inciso 1º da Constituição Federal de 1988 (CF/88), o art. 46, inciso VIII da Lei Municipal Nª 314/06 (Plano Diretor de Canguaretama).
Tal ausência é visível na falta de conservação e proteção do patrimônio cultural municipal, e o incentivo às manifestações culturais local, conforme rege respectivamente, o Decreto-Lei Nº 25/37, a CF/88, no art. 23, § III e IV, art. 215, § VII, VIII, e IX, art. 216, parágrafo 1, a Lei Estadual 4755/78, a Constituição Estadual de 1988, no art. 158, § III, a LOMC, Art. 12, item III e IV, art. 182, §1a-, e a Lei Municipal 314/2006 (Plano Diretor de Canguaretama), art. 46, inciso VIII. Além do Art. 210, item V, o Art. 181, Art. 182, inciso 4 da LOMC.
Cito como exemplo do distanciamento governamental no contexto de proteção do patrimônio cultural local a conservação das ruínas da Usina Maranhão- uma das primeiras indústrias de açúcar refinado no Rio Grande do Norte –, e a Extinta Mina de Laterita Ferruginosa do Engenho Cunhaú (atual Gruta do Bode), na BR 101, KM 158, sentido João Pessoa/PB-Natal/RN, -descoberta em 02 de agosto de 1608, por Jerônimo de Albuquerque Maranhão “O Conquistador do Maranhão”-, além de outros existentes na nossa cidade, como a: Caixa d'água da Estação Ferroviária de Piquiri-Canguaretama/RN, o Jazigo da fidalga Luiza Antonia Albuquerque Maranhão Arco Verde, a Praça do Obelisco/Artista, além do Marco do Centenário de Canguaretama, que se deteriora sem qualquer preservação, perdendo assim toda a sua História.
Diante disso, caracterizando crime contra o patrimônio cultural, conforme tipificado na Lei Nª 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), Seção IV: Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural, no art. 62-Destruir, inutilizar ou deteriorar. E pena de reclusão, de um a três anos, e multa.
Já no que diz respeito às manifestações culturais, há como exemplo à falta de incentivo financeiro e publicitário ao Grupo de Fandango de Canguaretama -única manifestação folclórica desse estilo no RN-, que recebia da Fundação José Augusto (FJA) a bolsa vitalícia de R$ 1.500 reais, devido ao título de Patrimônio Vivo do RN (Lei 9.032/07), mas desde que a governadora Rosalba Ciarlini tomou posse, em 2011, deixou de receber o dinheiro. Diante disso o Fandango, normalmente se apresentar uma vez no ano na festa da padroeira do Município, a não ser quando são convidados por outras instituições que proporcionam um suporte mais amplo. Além da Dança/Ritual dos Toré dos Catu dos Eleotérios, -dança/ritual caracterizado pela inserção de diferentes caciques de aldeias possuidores de um passado histórico comum-. Que fica restrito na maioria das vezes a comunidade indígena do Catu dos Eleotérios, e quando sai é a mesma situação do Fandango.
E outras, como: Caboclinhos, Coco-de-Roda, Pastoril, Chegança.
Assim cabe ao Poder Público Municipal, conforme estabelecido pelo arcabouço legal supracitado, apoiar as atividades culturais municipais que possibilitem a preservação da rica e vasta diversidade de manifestações e bens culturais.
Mas como?
As Leis de Incentivo à Cultura. O PCN. E os Arquivos Públicos Municipais.
A Lei de Incentivo à Cultura é um mecanismo legal que isenta parte de impostos pagos ao Governo, para incentivar projetos e ações culturais, propostas por cidadãos (pessoa física) ou empresas (pessoa jurídica). E existe nos três níveis da Administração Pública, a Rouanet, pela União, a Câmara Cascuda, no RN, a Djalma Maranhão, para Natal, e a Vingt-un Rosado, em Mossoró. Em Canguaretama não há Leis desse gênero. Mas existe a proposta, cuja patrona é a Diretora e Roteirista Canguaretamense Anna Costa, uma das primeiras Leis do gênero com uma figura feminina.
O PCN, é o Plano Nacional de Cultura, redigido pela Lei Nº 12.343/10, que nas palavras do MinC: “tem por finalidade o planejamento e implementação de políticas públicas de longo prazo para a proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. Diversidade que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico do País.”
Por fim a o Arquivo Público Municipal, instruindo tanto pelo Poder Executivo ou Legislativo, amparado pela Lei Nª 8.159/91. Cuja inexistência ou mau funcionamento constitui afronta direta à CF, no art. 5º, item XXXIII, art. 23, item III e art. 216, §2º, além de descumprir a Resolução CONARQ Nª 27, 16 de junho de 2008, e dificultar a aplicabilidade da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Transparência a de Acesso à Informação, e ao Art. 182, §2º, §3º da LOMC, tipificando crime de improbidade administrativa conforme a Lei Nº 8.429/92 nos art. 10, item X, por deixar de praticar ato de ofício, e o art. 11, item II, por negligenciar a conservação do patrimônio público.
Diante o incumprimento da medida escudada pela discricionariedade administrativa, mostra-se viável, por exemplo, a propositura de ação civil pública com o objetivo de compelir o município a instituir e dotar de infraestrutura necessária o seu arquivo público, pois em tal matéria vige o princípio da intervenção estatal obrigatória, não havendo se falar em interferência na formulação de políticas públicas, posto que o dever reside no próprio texto constitucional. (SOUZA MIRANDA)
Veja o manifesto completo em: https://goo.gl/mNNMLv, e assine você também, mande uma mensagem com seu nome e profissão para Coletivo Mestre Padre, ou preencha diretamente em https://goo.gl/65mKv8.



Canguaretama/RN, 03 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Jovem cineasta lagoanovense inicia novo projeto audiovisual


Em comemoração a recente marca de 1.000 inscritos em seu canal no youtube, foi lançado o novo projeto audiovisual do diretor lagoanovense Dynho Silva.

"O projeto teve inicio em janeiro de 2017, quando senti a necessidade de registrar os bons momentos da minha vida, pensei que daqui a 20 anos, talvez eu os queira rever e por um momento, sentir mais uma vez a poesia daqueles sorrisos, abraços, me envolver de novo nas conversas, brindar mais uma vez a vida, então, veio a ideia do formato Document Your Life (muito popular na internet ) mas não poderia ser como os outros já haviam feito, teria que ser ao meu estilo Dynho Silva de ser, memórias marca oficialmente o inicio de um novo ciclo de produções, novas ideias, e um antigo, mas renovado, jeito de enxergar o mundo, as coisas que acontecem ao meu redor, a cada imagem um louvor a vida, a cada melodia, gratidão". 

Para assistir o vídeo clique no link a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=Olw9eGhatNQ



Enviado por Dynho Silva - cineasta lagoanovense

quinta-feira, 23 de março de 2017

Pedro e Raquel são eleitos reitor e vice-reitora da UERN

Pedro Fernandes e Fátima Raquel, Reitor e Vice-Reitora da UERN

Em sua primeira eleição com voto paritário, a comunidade acadêmica da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) elegeu Pedro Fernandes e Fátima Raquel para reitor e vice-reitora da instituição, respectivamente. Com a apuração de 91% das urnas pela Comissão Eleitoral, Pedro e Raquel venceram com 63,4% e 59,3%.

"Foram 33 dias intensos de campanha, visitando os Campi, mostrando nosso trabalho e apresentando nossas propostas. Essa vitória não é só de Pedro e Raquel, ela é de todos que acreditaram nesse projeto que estamos construindo na Uern", avaliou Fátima Raquel.

Para Pedro Fernandes, o resultado representa o reconhecimento da academia pelo trabalho desenvolvido pela gestão nos últimos anos. "Conseguimos entrar para a história por pautar e aprovar o voto paritário, e ficamos satisfeitos por sermos a primeira gestão eleita com a paridade dos votos", disse. Ele destacou que agora o momento é de todos se unir em prol da Uern.  

"Agradecemos aos estudantes, técnicos e docentes de todos os campi que foram votar, em especial àqueles que nos deram um voto de confiança para continuarmos nosso projeto de Universidade por mais quatro anos. Vamos continuar empenhando e trabalhando para fazer da Uern uma Universidade socialmente referenciada, e fazer, cada vez mais, a Uern seguir em frente", frisa.


Assessoria de Comunicação 
Realize Comunicação 
Jornalista Adriana Morais 
Contato: (84) 98876-1367

segunda-feira, 20 de março de 2017

XXIII Encontro Estadual de Geografia do Rio Grande do Norte



Neste ano, o Departamento de Geografia, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC/UERN), será responsável pela organização do XXIII Encontro Estadual de Geografia do RN (EGEORN) – evento acadêmico/científico consolidado com um dos principais da área, realizado no Rio Grande do Norte.

O evento está em sua 23ª edição, realizado todos os anos por diferentes Instituições de Ensino Superior Públicas do Rio Grande do Norte, que ofertam Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia – UERN, IFRN e UFRN – nas cidades de Natal, Caicó, Mossoró, Pau dos Ferros e Assú.

Em 2017, o evento ocorrerá no Campus Central da UERN, Mossoró, no período de 07 a 09 de junho. O EGEORN reúne diversos pesquisadores, docentes e discentes do Ensino Superior, professores do Ensino Básico e profissionais já graduados em Geografia e áreas afins, sejam do RN e também de outros estados, possibilitando a socialização de experiências de estudantes e profissionais em diferentes níveis de formação, permitindo uma aproximação necessária entre o saber acadêmico e escolar.

O tema geral do evento é “Cenários geográficos de um mundo em crise”, abordado por palestrantes de diferentes instituições. Serão desenvolvidas várias atividades acadêmicas como Conferências, Palestras, Minicursos, Oficinas e Grupos de Trabalhos.

De acordo com a coordenadora geral do evento, a Profa. Maria José Costa Fernandes, “a cada nova edição, o EGEORN possibilita a integração de alunos e professores dos diferentes cursos de Geografia existentes no RN, refletindo teoricamente sobre temáticas importantes da ciência geográfica, e discutindo as consequências dessas mudanças para as principais áreas da Geografia”.

O evento homenageia um importante geógrafo potiguar, com a 6ª edição do Prêmio Professor José Lacerda Alves Felipe, destinado a premiação dos melhores trabalhos científicos, apresentados nos Grupos de Trabalho, escolhidos pela Comissão Científica do evento.

A comissão organizadora do evento é composta por docentes, técnicos administrativos e discentes do curso de Geografia da UERN. As inscrições já estão sendo realizadas desde o dia 06 de março de 2017 e todas as informações se encontram disponíveis no site do evento.


Para mais informações sobre a programação e prazo de inscrição, acesse o site do evento: https://contatoxxiiiegeorn.wixsite.com/xxiiiegeorn/inscricoes


Portal da UERN  -http://portal.uern.br/

domingo, 19 de março de 2017

UFRN aprova Política de Memória

Acervo Diário 

Marcel Proust, em algum momento no século XIX, afirmava que a melhor parte da nossa memória está fora de nós. Para o autor francês, as grandes manifestações da vida somente adquirem pleno significado ao serem atravessadas pelas memórias. Henri Bergson vai além, ao defender que a consciência é fruto direto dos jogos de interação com a memória. Prestes a completar 60 anos de história, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) supre uma lacuna em sua caminhada, ao mesmo tempo em que evidencia a responsabilidade histórica da universidade: a, pavimentando um caminho institucional para a questão do pertencimento.

A Resolução 17/2017 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) aprovada em fevereiro passado é fruto de debates cujo início remonta ao ano de 2009, quando da realização do I Seminário Universidade, Memória e Sociedade, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede. Nesses oito anos, as discussões evoluíram e até 2016 foram três edições do evento. Até a finalização do texto, cerca de 50 participantes de unidades da UFRN, entre pesquisadores e técnicos, contribuíram para a elaboração da minuta, cuja condensação das propostas coube à Coordenadoria de Cultura, Memória, Documentação e Museu (CCDM/PROEX) da Pró-Reitora de Extensão.

Resguardar a memória já era uma preocupação expressa em um dos eixos programáticos do Plano de Gestão 2015-2019, da UFRN. Documento de acesso público, o Plano faz menção à necessidade de uma política de preservação da memória institucional. Ao se referir à Política Cultural e à Rede de Museus, ambas aprovadas em 2014 e 2016, respectivamente, a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, considera a resolução recém aprovada como “mais um passo para a modernização da gestão de políticas acadêmicas e administrativas”. Ao contextualizar a relação densa e estreita da memória institucional com a identidade e a cultura organizacional, a reitora identifica que, com a Política de Memória, a UFRN estabelece diretrizes claras e objetivas sobre seu papel de responsabilidade na construção, na preservação e difusão da memória material e imaterial.



Rede de ações preserva a memória

Ratificando a importância desses momentos, nos quais surgiram ideias e propostas compiladas ao documento, a relatora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes destacou o apoio e o fomento de ações para preservar a memória material e imaterial no âmbito institucional. O tempo e a memória, preocupações humanas antigas, retratadas inclusive em obras de arte, como A Persistência da Memória, de Salvador Dali, permeiam a reflexão da pró-reitora de Extensão, Fátima Ximenes.

“Nós assumimos um compromisso com a memória, de preservar, manter, contar e difundir a história aos que virão, durante o transcorrer do tempo. A universidade está dizendo que quer contribuir e a política permite justamente a operacionalização do que a Instituição pretende nesta vertente, ao valorar, por exemplo, a importância da articulação entre as suas diferentes unidades, de modo a termos uma rede de ações com esse objetivo de preservar a história”.

A professora Paula Rejane Fernandes, do CERES de Currais Novos, analisa que a Política de Memória contribuirá para promover a construção de espaços de diálogo, espaços nos quais os coordenadores de projetos na área e possam dialogar entre si, compartilhando resultados de suas ações e mais, dialogar com a comunidade. “A Política de Memória da UFRN, assim como a Rede Universitária de Museus (RUMUS) e a Política de Cultural da UFRN, chegam para nortear as ações de pesquisa e de extensão que envolvam a memória institucional, que deve ser pensada em diálogo com a sociedade. É possível por meio dessas ações valorizar a história do ensino superior no Brasil, o processo de interiorização, a história do estado do Rio Grande do Norte entrelaçadas com as histórias de vida dos indivíduos que fizeram parte da instituição”, concluiu Paula Rejane.

Política de Memória

Já disponível para acesso no site da UFRN, a Resolução 017/2017 parte da assertiva de que a memória é sempre uma construção feita no presente, sujeita às questões da subjetividade, seletividade e, sobretudo, às instâncias de poderes. Em cinco páginas, o documento apresenta os princípios éticos e morais que norteiam a Política de Memória, suas diretrizes, objetivos e a composição do Conselho Gestor da Política de Memória da UFRN. Dentre outras competências, o Conselho será o responsável por emitir parecer sobre a possibilidade da Instituição receber arquivos, coleções ou produções culturais, sejam físicos ou digitais, de outras instituições ou de particulares. Além disso, normatizará as orientações de como os setores da UFRN devem proceder em relação à guarda, preservação, disseminação e descarte de acervos de natureza material ou imaterial, produzidos pela Instituição.

Site da UFRN - http://ufrn.br/

sábado, 18 de março de 2017

Experiências de leitura

Desde 1959, a Biblioteca Central Zila Mamede – BCZM é fonte para estudantes e pesquisadores que buscam referências teóricas para estudos acadêmicos. Menos conhecidas que as coleções didáticas (ocupantes de boa parte dos 8.500 metros quadrados da maior biblioteca do estado), e guardadas em salas reservadas, encontram-se as curiosas coleções especiais da BCZM. Não é preciso ser especialista das letras nem mesmo um genuíno amante de antiguidades para apreciar uma experiência literária bem diferente, indo além das fronteiras das estantes da sua área de conhecimento: o que torna essas obras preciosas é o fato de fugirem do óbvio.



Como não estranhar o vocábulo “malandragem” como indexação de um título na biblioteca? Isso acontece – com frequência! – no catálogo de mais de quatro mil cordéis, uma das coleções especiais da BCZM.


“Luz de Verdades Catholicas”, livro de 1775, com capa de velino (pele de bezerro natimorto), semelhante a um tecido. A doutrina cristã escrita em espanhol, com características de manuscrito, como iluminuras e selo de propriedade.


Livro com capa em madrepérola.


Coleção de revistas sobre cinema dos anos 20, 30 e 40.


O livro “Castrioto Lusitano” conta em formato de história a guerra entre Brasil e Holanda, no período de 1624-1654, terminada pela gloriosa restauração de Pernambuco. A BCZM possui um exemplar da primeira edição da obra, com data de 1679, impressa em Lisboa.


Livros em miniatura.


“Reflexões das minhas alumnas”, de Isabel Gondim, 1879.


Na BCZM você também pode ler gratuitamente os mais importantes jornais do Brasil.

As obras das coleções especiais, assim como as de qualquer acervo das bibliotecas integrantes da UFRN, podem ser consultadas aqui.

A Biblioteca Central Zila Mamede está localizada no campus central da UFRN e integra o Sistema de Bibliotecas da UFRN (www.sisbi.ufrn.br), constituído por mais 21 bibliotecas:

Biblioteca Setorial da Escola Agrícola de Jundiaí – EAJ (Macaíba);
Biblioteca Setorial da Escola de Música;
Biblioteca Setorial da Escola de Saúde da UFRN – ESUFRN;
Biblioteca Setorial da Escola Multicampi de Ciências Médicas (Caicó);
Biblioteca Setorial da FACISA (Santa Cruz);
Biblioteca Setorial de Arquitetura e Urbanismo – CT;
Biblioteca Setorial de Engenharia Química – CT;
Biblioteca Setorial do Centro Ciências Humana Letras e Artes – CCHLA;
Biblioteca Setorial do Centro de Biociências;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde – CCS;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Exatas e da Terra – CCET;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA;
Biblioteca Setorial do Centro Regional Ensino Superior (Macau);
Biblioteca Setorial do CERES – Caicó;
Biblioteca Setorial do CERES – Currais Novos;
Biblioteca Setorial do Departamento de Artes – DEART;
Biblioteca Setorial do Departamento de Odontologia;
Biblioteca Setorial do Instituto de Química;
Biblioteca Setorial do Instituto do Cérebro – ICe;
Biblioteca Setorial do Núcleo de Educação da Infância – NEI;
Biblioteca Setorial do Núcleo de Ensino Superior do Agreste (Nova Cruz).

Fonte: - Site da UFRN-http://ufrn.br/destaques/1756/experiencias-de-leitura

sexta-feira, 17 de março de 2017

Seminário “Contra a Reforma da Previdência Social e em Defesa dos Direitos Trabalhistas"


O SINASEFE Seção Natal, o Mandato Popular da senadora Fátima Bezerra, a Frente Potiguar em Defesa da Previdência e a Frente Brasil Popular realizam na próxima sexta-feira (24 de março) o Seminário “Contra a Reforma da Previdência Social e em Defesa dos Direitos Trabalhistas”, com o senador Paulo Paim. O Seminário acontecerá no Auditório do IFRN Campus Natal-Central, a partir das 9h e também contará com a participação da senadora Fátima Bezerra e do deputado federal Vicente Paulo (Vicentinho), membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.

Confira o vídeo onde Senador Paulo Paim convida a todos para participarem do Seminário: 

https://www.facebook.com/SinasefeRN/videos/645629532228490/

Para maiores informações acesse: http://www.sinasefern.org.br/sinasefe-natal-realiza-seminario-com-o-senador-paulo-paim-para-discutir-reforma-da-previdencia-e-direitos-trabalhistas/

terça-feira, 14 de março de 2017

Deputados Estaduais Aniversariantes em 14 de Março

Por Genilson De Souza -  Pesquisador/Historiador

Resgate Memorial - História Política

Deputados Estaduais Aniversariantes em 14 de Março:
ADAUTO MIRANDA RAPOSO DA CÂMARA - nasceu em Mossoró / RN, em 14 de Março de 1898. Foi advogado, jornalista, chefe de polícia, historiador!, Foi o 1º'Ocupante da Cadeira n.º 01 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e, também, foi Deputado Estadual em duas Legislaturas da primeira fase do período Republicano:
•13ª'Legislatura  (1924-1926) - esta legislatura foi, além de ordinária, também, constituinte em 1926;
•14ª'Legislatura  (1927-1929) - nesta legislatura foi afastado em 1928, para assumir o cargo de Chefe de Polícia.

JEOVÁ CARNEIRO ALVES - nasceu em Paracuru / CE, em 14 de Março de 1955, sendo filho de Ernesto Castro Alves e  Aurora Carneiro Alves. JEOVÁ ALVES, nome popular e, também, adotado como parlamentar, estudou até o antigo 2º'Grau, correspondente ao Ensino Médio, tendo ainda jovem, começado a trabalhar com o pai nas atividades comerciais, com maior desempenho no ramo dos negócios com algodão e castanha de caju, por meio dos quais, migraram do Ceará para o Rio Grande do Norte por volta do Ano de 1974, se instalando no Município de Tangará. No ano de 1978, JEOVÁ ALVES já bem estabelecido na região do Trairí e circunvizinhas com seus negócios comerciais, aceitou o convite do radialista e então Deputado Carlos Alberto de Souza para concorrer na disputa para as vagas da Assembléia Legislativa, tendo sido eleito com a segunda maior votação do então MDB - Movimento Democrático Brasileiro, o "mais jovem" Deputado Estadual da 24ª'Legislatura Republicana (1979-1982), aos 23 anos de idade.  Posteriormente, em 1982, concorreu na reeleição, tendo ficado na 1ª'Suplência do então PDS - Partido Democrático Social e, assumiu todo o período da 25ª'Legislatura Republicana (1983-1986).

Fonte: Uma História da AL - Luís da Câmara Cascudo;
            /Cronologia do RN -  Aluísio Azevedo;
            /Acervo do TRE.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Curso Ciências Contábeis comemora 55 anos com homenagens aos seus fundadores e às mulheres contadoras

“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Seguindo esse pensamento do historiador grego Heródoto, os professores do Departamento de Ciências Contábeis (DCC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram criar em 2016 o “Projeto 55”: um grupo de ações para resgatar e publicar a memória do curso de Ciências Contábeis da Universidade.

A ideia de comemorar o aniversário do curso surgiu em 2015, como explica o professor Erivan Borges: “Naquele ano eu fui chamado para dar uma palestra na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e, quando cheguei lá, estavam falando sobre a história do curso, o que me chamou a atenção. Nessa hora eu imaginei: esse tempo todo o nosso curso da UFRN nunca teve algo assim e a gente já formou tanta gente boa, são muitas posições importantes ocupadas pelos nossos ex-alunos! Eu cheguei aqui com a ideia, ‘vendi’ para os colegas e disse ‘vamos comemorar essa data!”, relatou.

Ivanildo Messias, aluno da primeira turma de Ciências Contábeis e professor aposentado da UFRN, reconhece a importância de resgatar a história do Curso para compreender melhor seu funcionamento. “Muitos professores já não estão entre nós, e tiveram uma importante participação na história da UFRN e de outras instituições nacionais, ocupando cargos de destaque”. Ele cita como exemplo o nome do professor Ulisses Celestino de Góis, considerado patrono do curso de Ciências Contábeis.

A programação de comemorações dos 55 anos inclui a realização de palestras, talk shows, oficinas e uma homenagem especial às mulheres contadoras, pela passagem do Dia Internacional da Mulher, transcorrido nesta quarta-feira, 8. As atividades do projeto serão encerradas na sexta-feira, 10, com uma noite de homenagens àqueles que fizeram parte da história do Curso. A programação completa pode ser consultada no site https://ccsa.ufrn.br/portal/?p=6891

Evolução

De maneira geral, a Contabilidade passou por diversas transformações nos últimos anos, particularmente em função das inovações tecnológicas. Na UFRN, o curso de Ciências Contábeis acompanhou essas transformações e mais, implementou mudanças que vão da estrutura física à qualificação do corpo docente e atualização curricular. Para o professor Erivan Borges, a história mostra que o curso está um passo à frente dos cursos das demais instituições. “Nosso curso evolui em quantidade e qualidade de alunos, professores e infraestrutura”, registra.

O primeiro Laboratório do Curso, segundo o professor Ivanildo Messias, foi montado em 1975. Nessa época ele estava ingressando como professor e lembra das dificuldade. “Foram mais de quatro anos para conseguir o equipamento necessário: máquinas de contabilidade, máquinas de escrever e fichas com princípios de contabilidade. Depois da conquista, a atividade no laboratório passou a ser obrigatória para conclusão do curso”.

A professora Aneide Araújo destaca o trabalho coletivo dos professores como essencial aos avanços registrados. “Para uma profissão como a nossa, que é popularmente conhecida como mais dura, essa construção coletiva e a afetividade presente no contexto ajuda na construção de um curso cada vez melhor”.

Em 2008, a graduação foi a única do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UFRN a optar pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com isso, pode aumentar o número de vagas e de docentes, promover a qualificação de professores já contratados e modernizar toda estrutura física com novas salas de aula, laboratórios e um auditório para o curso.

Anualmente, o curso oferece 90 vagas para o ingresso no curso de graduação que conta com 34 professores efetivos e 15 substitutos. Em 2014, a CAPES aprovou a criação do Mestrado em Ciências Contábeis do Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (PPGCCon) que iniciou as atividades em maio de 2015.

Extensão

Nos dias atuais, além de uma estrutura moderna, a prática está bem mais real. O curso dispõe da empresa Júnior de Ciências Contábeis (ACONT), sem fins lucrativos, formada pelos próprios alunos e supervisionada pelos professores do departamento, propiciando ao estudante a aplicação prática de conhecimentos teóricos relativos à área de formação profissional específica. 

Um dos grandes projetos da ACONT atende a população no período de entrega das declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Anualmente, centenas de pessoas se utilizam dos serviços e ainda colaboram com uma ação beneficente, o recolhimento de alimentos não perecíveis e materiais de higiene e limpeza que são doados a instituições carentes da região metropolitana de Natal.

Pesquisa

A aluna Mayanna Gomes, sob a orientação do professor Marke Dantas, é a responsável pela pesquisa “55 anos do curso de Ciências Contábeis (UFRN): O passado, o presente e o futuro a partir do perfil dos seus docentes”. Ela entrevistou docentes e técnicos administrativos ligados ao departamento, tendo como enfoque principal o perfil dos seus docentes. O estudo apontou que a maioria possui título de Mestre e Doutor, representando 47,5% e 32,5% respectivamente e que 70% dos professores são do sexo masculino. A pesquisa, também, mostrou que as disciplinas preferidas pelos docentes possuem um cunho financeiro, seguida das de aspecto gerencial.

Segundo a autora, a maior dificuldade na produção do conteúdo da pesquisa foi a dispersão de documentos, principalmente pelas mudanças de espaço físico. E o que ajudou na reconstrução dos fatos foram os depoimentos de testemunhas, professores, servidores e alunos que vivenciaram essa história. Sobre o trabalho disse que foi “uma oportunidade única, um passo que ninguém havia dado. Além de honrada, me sinto orgulhosa pelo resultado”.

Histórico

O curso de Ciências Contábeis da UFRN teve autorização para funcionamento em 10 de março de 1962, antes mesmo da Universidade ser constituída, e funcionava na Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais, instalada na Avenida Junqueira Aires. O primeiro vestibular ou “concurso de habilitação” aconteceu no dia 23 de abril de 1962, tendo sido aprovados 38 de 62 candidatos inscritos e, dentre esses 38 alunos, 33 optaram por Ciências Econômicas. O professor Ivanildo Messias, um dos 5 optantes por Contabilidade, disse que foi preciso muito esforço para juntar alunos e conseguir fechar a turma de Contabilidade.

Em dezembro de 1965 aconteceu a colação de grau da primeira turma de Ciências Contábeis e Econômicas, em cerimônia realizada no Teatro Alberto Maranhão. Em dezembro do ano seguinte, a Faculdade foi agregada à Universidade do Rio Grande do Norte e, apenas em janeiro de 1970, o Conselho Federal da Educação aprovou a federalização da Faculdade, substituindo apenas o Curso de Ciências Atuariais pelo de Administração de Empresas.

Mais tarde, em 1971, a Faculdade foi incorporada à UFRN e em 1974 o Curso de Ciências Contábeis passou a funcionar no Campus, recém construído, vinculado ao Departamento de Administração e Contabilidade (DACON). Em 1980, o curso de Ciências Contábeis foi desmembrado do DACON, surgindo assim o Departamento de Contabilidade (DECON), hoje Departamento de Ciências Contábeis (DCC).

Fonte: Site da UFRN-http://ufrn.br/


domingo, 12 de março de 2017

As aves do Seridó

Presentes nas músicas, nos cordéis, nas crenças e na literatura, as aves típicas do semiárido potiguar têm uma influência sobre a vida do sertanejo impossível de se mensurar. A população delas, todavia, é objeto de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte preocupados com a estabilidade da quantidade de indivíduos de cada espécie e curiosos quanto aos fatores que influenciam na dinâmica populacional.

Resultados preliminares da pesquisa, ainda não concluída, já mostram que o ciclo natural de seca e chuva não parece problemático, mas que os ciclos atípicos – como os de 2012 e 2013, marcados por uma longa seca – instabilizam drasticamente esse cenário, causando grande diminuição na quantidade de animais. Da fase de preparação do estudo, foi gerado um material inédito e suficiente para a edição do primeiro catálogo das aves do Seridó, publicado no ano passado com recursos do CNPq.

Anu-branco fotografado pela manhã no campus da UFRN em Caicó.

Sob forte sol, um bacurauzinho-da-caatinga repousa na vegetação nativa do campus Currais Novos.

Os seridoenses mais antigos contam sobre um pássaro muito comum, de cores amarelo-vivo com preto e gorjear fino e variado, conhecido como pintassilgo-do-nordeste. Essa espécie não é uma das 102 descritas no guia finalizado em 2016, pois não há registro recente dele no Rio Grande do Norte. Ainda pode ser encontrado na vizinha Paraíba. Felizmente, há as aves que são encontradas com frequência, como o tem-farinha-aí, endêmico de caatinga bem preservada, o picapauzinho-da-caatinga, sensível a alterações ambientais, o cancão e o casaca-de-couro.



Ao andar pelo campus Currais Novos, preste atenção a uma porção de água próxima à entrada: ela atrai aves exuberantes de diversas espécies.

É certo dizer que as aves da caatinga fazem parte da identidade dos que vivem no interior. Algumas, como a arribaçã, têm servido como fonte de alimento. Outras, coloridas e que socializam facilmente, como o periquito-da-caatinga, viram parte da família quando capturadas para serem criadas em casa, gerando um vínculo afetivo que provoca grande satisfação. É impreciso afirmar que tais hábitos justificam a diminuição da população das aves no Seridó – com um pouco de sensibilidade é possível entender que a vida do sertanejo fica menos dura com a contemplação e a apreciação dessas aves na lida diária – mas a preservação delas necessita da compreensão de todos da importância sobre o papel ambiental que elas desempenham. “Culturalmente, as pessoas justificam esses hábitos ilegais, mas a população de aves antigamente era muito maior”, explica o pesquisador da UFRN Mauro Pichorim.

Existe um hábito de se matar corujas baseado na superstição de que elas causam azar. “Eu digo que dá azar é matar coruja, porque é um predador a menos no controle de população de ratos e cobras”, opina Mauro. Corujas e gaviões prestam um verdadeiro serviço ambiental para os humanos, controlando larvas e insetos nas plantações. Nesse sentido, tê-los por perto é sinal de sorte. Mesmo isentas da injusta fama das corujas, a acauã e o anu-preto, que servem há séculos como indicadores do clima para a escolha do melhor período para o plantio e para a colheita, são caçados por pessoas que, em terra de seca, usam água como isca.

O periquito-da-caatinga é sociável e pode viver até 30 anos, tornando-se alvo da captura ilegal.

ão só as turmas da noite têm a companhia das belas corujas no campus Caicó.

Para começar um trabalho de conscientização, o Guia das Aves do Seridó será distribuído a partir deste ano nas escolas da rede pública de ensino da região. O grupo de pesquisadores que idealizou a publicação acredita que, quando alguém aprende a identificar uma ave, passa a ter um olhar mais crítico sobre as atividades que possam comprometer a vida dela, como a caça e a captura, e esse é o primeiro passo para a manutenção da biodiversidade local. Afinal, uma ave na gaiola é como uma ave morta para o meio ambiente, pois ela não desempenha suas funções ecológicas, como, por exemplo, a polinização, a dispersão de sementes e o controle de insetos.

Para denúncias: IBAMA (federal): 0800-61-8080 / IDEMA (estadual): 0800-281-1975
Bando de teu-teu, também conhecido como quero-quero.

Fonte: Site da UFRN - http://ufrn.br/

sábado, 11 de março de 2017

Curso de Direito da Ufersa obtém nota máxima no Enade e fica entre os melhores do Brasil

Alunos da turma de Direito da Ufersa que obtiveram a nota máxima no Enade / Foto cedida

O curso de Direito da Ufersa não para de conquistar reconhecimento em nível nacional. Dessa vez os alunos do curso obtiveram a nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, o Enade, entre todas as instituições brasileiras que oferecem o bacharelado em Direito.

O resultado foi liberado nesta quinta, 09 de março. Pelos dados, todos os 29 alunos de Direito da Ufersa que fizeram o Exame em 2015 obtiveram a nota máxima, ou seja, todos ficaram com 10 na avaliação final. O excelente resultado deixou o curso da Ufersa com Nota 5, sem arredondamento (as notas dos cursos variam de 1 a 5). Esse é um feito raríssimo nas instituições de ensino superior do país. Segundo dados do INEP, apenas 1,2% dos cursos de graduação do Brasil atingiram a nota máxima no último Enade e entre esses cursos está o de Direito da Universidade do Semi-Árido.

Professor José Albenes Bezerra Júnior, coordenador do curso de Direito da Ufersa

Esse ótimo resultado consolida cada vez mais o curso de Direito da Ufersa no cenário nacional, principalmente se levar em consideração que a média dos cursos de Direito no Brasil não chega a 3. A Ufersa está no caminho inverso dessa crise e caminha para um nível de excelência poucas vezes observado no Nordeste e no Brasil.

O coordenador do curso, o professor José Albenes Júnior, ficou sem acreditar no resultado e comemorou bastante. “É com imensa satisfação e orgulho que recebo essa notícia. Os alunos da segunda turma do Curso de Direito da Ufersa (Habilitados à época para o Enade) obtiveram um ótimo desempenho. Representaram de forma brilhante o curso. Parabenizo a todos que fazem o Curso de Direito UFERSA: Docentes, técnicos e, principalmente, nossos discentes. Esse é o resultado do compromisso, da dedicação e da competência. Depois dos excelentes resultados do exame da OAB, mostramos a todo país que é possível que um curso do interior do Rio Grande do Norte apresente excelente índices de qualidade e desempenho no ensino. E essa tem sido a escrita do Curso de Direito da Ufersa”, comentou agradecido Albenes.

Danillo Lima foi um dos alunos que fizeram o Enade. Na colação de grau, ele também foi o aluno laureado da turma. Na foto com o Reitor da Ufersa, o professor José de Arimatea de Matos, e com a Paraninfa das Turmas, a professora Zuleide Negreiros / Foto Eduardo Mendonça


Fonte: Site da UFERSA https://ufersa.edu.br/

quarta-feira, 8 de março de 2017

Telma Gurgel e William Coelho, candidatos a Reitora e Vice-Reitor da UERN


Conheça a trajetória de vida dos professores Telma Gurgel e William Coelho, respectivamente candidatos a Reitora e Vice-Reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN) 

TELMA GURGEL DA SILVA 

Professora Telma Gurgel, candidata a Reitora da UERN

Natural de Mossoró, filha de Edvaldo Cândido e de Socorro Gurgel, foi aluna do Colégio Diocesano durante o Ensino Fundamental e cursou o segundo grau no Colégio Marista, em João Pessoa. 


Viveu a infância entre as cidades de Mossoró e Assu, terra de seu pai. A trajetória de Telma Gurgel nos movimentos sociais se iniciou em João Pessoa, nos movimentos populares de bairros no início dos anos 1980, com o boicote às padarias contra o alto preço dos pães naquela época. 

Graduada em Serviço Social pela UERN, à época FURRN, no ano de 1986. omo aluna da UERN e membro do DCE, militou pela estadualização da universidade, que cobrava mensalidade dos estudantes e chegava a impedir alunos inadimplentes de realizarem provas.  No ano de 1987, foi aprovada no primeiro concurso para professores da UERN. 

Telma Gurgel é mestre em Ciências Sociais pela UFRN, doutora em Sociologia pela UFPB, com estágio doutoral na Universidade de Paris 8, e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Paris 7. 

Possui uma trajetória incontestável na defesa da UERN, desde o período de graduanda, quando atuou de forma decisiva no movimento de estadualização da universidade, na condição de dirigente do DCE. 

Há 30 anos como docente, possui um vasto currículo acadêmico de atividades de ensino, pesquisa e extensão. É bolsista de produtividade do CNPQ e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher Simone de Beauvoir. 

Como cientista, coordena pesquisa nacional e publica em periódicos mundialmente conhecidos, como a Revista do Centro Tricontinental (CETRI), da Bélgica, e na Nouvelles Questions Fèministes, revista francesa fundada por Simone de Beauvoir, além de ser parecerista dos principais periódicos da sua área de atuação. 

Possui significativa experiência em gestão administrativa, tendo sido diretora da Faculdade de Serviço Social (FASSO) por duas gestões consecutivas, chefe do Departamento de Serviço Social e coordenadora do mestrado em Serviço Social e Direitos Sociais, do qual foi protagonista no processo de criação. Atuou também como coordenadora do Conselho Regional de Serviço Social, da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social e do Grupo de Estudos Feministas. 

São 34 anos de dedicação com lealdade e afinco aos interesses de uma universidade pública, democrática e de qualidade, o que se expressa como um compromisso de vida. Além do currículo no interior da UERN, foi fundadora e coordenou o Centro Feminista 8 de Março e atuou como vereadora da Câmara Municipal de Mossoró. 

Telma Gurgel conta com notável capilaridade social na sociedade potiguar por ter em sua trajetória um legado de compromisso com a educação, saúde e cultura no estado do Rio Grande do Norte, o que a credencia a ser uma reitora com capacidade de articulação e força política, sem vínculos de dependência partidária, para enfrentar os desafios postos à defesa da UERN e dos direitos dos seus segmentos. 


WILLIAM COELHO DE OLIVEIRA 

Professor William Coelho, candidato a Vice-Reitor da UERN

Natural da cidade de Natal, filho de Gonçalo Coelho de Oliveira e Maria das Dores Dantas de Oliveira. 

Cresceu em Natal junto com mais cinco irmãos, passando as férias na casa de tios na cidade de Macaíba, onde aprendeu a plantar e a colher, além de pescar e andar a cavalo, suas paixões. 

Em fevereiro de 1987, colou grau como Licenciado em Filosofia na UFRN, com a pesquisa sobre A Noção de Deus em Spinoza. Então desempregado e com esposa grávida, prestou concurso para Eletricista da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern). Aprovado e diplomado, trabalhou como eletricista na cidade de Tibau. 

Em junho de 1988, foi aprovado no segundo concurso para professor de Filosofia da UERN. Porém, sob contrato de apenas 20h na jovem UERN, cujo salário de professor auxiliar não correspondia à metade do de eletricista, se manteve na Cosern até o ano de 1994. 

Com o projeto de pesquisa sobre a Dimensão Ética da Política em Aristóteles, conquistou a Dedicação Exclusiva (DE) na UERN e então iniciou o Mestrado, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde defendeu a dissertação sobre as Implicações Éticas do Conceito de Animal Político em Aristóteles. 

Até o ano de 2005 lecionou Filosofia em todos os cursos do Campus Central da UERN. Foi conselheiro da Revista Expressão (UERN) e da Revista Contexto (FAFIC), da qual também foi cofundador. 

William Coelho já publicou vários artigos em revistas e em eventos de Filosofia, coordenou o projeto de extensão Vídeo-Debate e criou o grupo Amantes de Sophia. Também coordenou duas edições do Curso de Especialização em Filosofia: em Epistemologia, destinado a professores de outros departamentos das diversas faculdades da UERN; e em Ética e Filosofia Política, para professores da rede pública e demais interessados. 

Em 2000, assumiu a chefia do Departamento de Filosofia e ajudou a criar o Curso de Filosofia em Caicó e em Mossoró, em 2001. Em 2003 coordenou o Curso e a Oficina do Pensamento, na Semana Nacional do Livro, do SESC, com a turma de Antropologia Filosófica. 

Em 2005 foi assessor da Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis (PRORHAE). Desde então, assumiu a Supervisão de Estágio III e IV do curso e tem pesquisado sobre As Condições do Ensino de Filosofia em Mossoró, atividade pela qual se vislumbrou comemorar os 10 anos do Curso de Filosofia em Mossoró e sua autoavaliação. 

Atualmente é o vice-diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), além de coordenar o Núcleo Docente Estruturante (NDE) de Filosofia e os estágios das licenciaturas em Geografia, História e Sociologia, objetivando promover a interação entre a UERN e a Educação Básica, no cumprimento da função social com a sociedade. 


domingo, 5 de março de 2017

Pedro Fernandes e Fátima Raquel, candidatos a Reitor e Vice-Reitora da UERN


Conheça a trajetória de vida dos  professores Pedro Fernandes e Fátima Raquel, respectivamente candidatos a Reitor e Vice-Reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN).

Biografia
Pedro Fernandes Ribeiro Neto

 Reitor da UERN, Pedro Fernandes, candidato à reeleição

Natural de Mossoró, Pedro Fernandes Ribeiro Neto é o mais novo dos três filhos do casal Paulo Medeiros Fernandes e Maria Ester Cantídio Fernandes. Casado,com quatro filhos, Pedro Fernandes é graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Ceará (1997), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (2001) e Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande (2006). 

Desde 1998, atua como professor na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Foi idealizador do curso de Ciência da Computação nesta instituição. Inclusive, a primeira turma do curso de computação chama-se Pedro Fernandes Ribeiro Neto, em sua homenagem. Anos mais tarde, idealizou o curso de mestrado em Ciência da Computação na Uern, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). 

Foi coordenador do curso de ciência da computação, chefe Chefe do Departamento de Informática, Diretor de Pós-Graduação e em 2009 foi nomeado Pró-reitor de Pesquisa e Graduação da Uern. À frente da Propeg, contribuiu para o processo de expansão de pesquisas e cursos de pós-graduação da Universidade. Através de incentivos, projetos de iniciação científica, grupos de pesquisa, a produção acadêmica em termos de pesquisa praticamente dobrou na Universidade. 

Em 2013, Pedro Fernandes Ribeiro Neto foi eleito reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, sendo o reitor mais jovem a comandar a instituição. Como gestor, Pedro Fernandes possibilitou significativos avanços nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. 

Pedro Fernandes é membro suplente do Fórum Nacional de Educação como representante da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) e presidente da Câmara de Extensão da Abruem.

Biografia 
Fátima Raquel Rosado Morais

Pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Financias da Uern, Fátima Raquel, candidata à Vice-reitora da UERN. 

Fátima Raquel Rosado Morais é natural de Mossoró, filha de Eilson Lopes de Morais e Maria Marilena Rosado Morais. É graduada em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 1994, mestre em Enfermagem em Saúde Pública pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutora em Psicologia Social pela UFRN/UFPB. 

É professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN) desde 1998, atuando na Faculdade de Enfermagem e no Mestrado Acadêmico em Saúde e Sociedade. Tem experiência na área da saúde e enfermagem com pesquisas e práticas na saúde da mulher, da criança e na avaliação de políticas públicas de saúde.

Ao longo de 19 anos, assumiu diferentes responsabilidades dentro da Instituição: sub-chefe do Departamento de Enfermagem, conselheira do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consep) e da Câmara de Ensino, diretora de pesquisa da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propeg), chefe de gabinete da Reitoria da UERN e, atualmente, é Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da UERN. 

Enquanto Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da Uern, Fátima Raquel está à frente do trabalho para a autonomia financeira da Uern, inclusive conseguiu inserir o tema em duas Leis estaduais: o Plano Plurianual, de 2016 a 2019, e Plano Estadual de Educação, de 2015 a 2025. Também em sua gestão à frente da Pró-reitoria, foi desencadeado um estudo para atualização de um documento sobre autonomia financeira da Universidade.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Campi do IFRN realizam eventos científicos

Exposições acontecem nos campi São Paulo do Potengi, Mossoró e Apodi.

Durante a semana de 6 a 10 de março os Campi São Paulo do Potengi e Mossoró irão realizar a Exposição Cientifica, Tecnológica e Cultural (Expotec). Ambos os eventos têm o objetivo de apresentar, ao público em geral, uma mostra dos trabalhos produzidos por alunos e servidores nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão. No Campus Apodi, acontece ainda a III Semana de Linguagens. 

Durante a semana da Expotec, os campi irão oferecer minicursos, oficinas, palestras, atividades culturais, exposições tecnológicas e apresentações de trabalhos científicos. Haverá ainda programação artístico-cultural, com a participação de grupos de teatro, dança e música. 

MOSSORÓ

No Campus Mossoró, o evento vai englobar a II Mostra Científica do Campus (Mosci) e o III Encontro de Matemática. A Mosci pretende socializar e divulgar, através de comunicação oral, os trabalhos produzidos e em andamento na pesquisa e na extensão, além de trabalhos de conclusão de curso da graduação e da pós-graduação no âmbito do IFRN/Mossoró.

O III Encontro de Matemática do Campus Mossoró é promovido pelo colegiado do curso de Licenciatura em Matemática, Diretoria Acadêmica e Direção Geral e tem como objetivo trazer à comunidade de professores, licenciandos e pesquisadores da área de Educação e Ensino da Matemática um momento de reflexão sobre a prática e a formação de docentes em Matemática.

SÃO PAULO DO POTENGI

Sob o título ‘Cidades Sustentáveis: desafios científicos e tecnológicos’, o Campus São Paulo do Potengi (SPP) realiza, entre os dias 6 e 8 de março de 2017 a sua Exposição Científica, Tecnológica e Cultural (Expotec). O evento possui  as seguintes áreas temáticas: Linguagens Códigos e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas tecnologias; e Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. O tema escolhido busca discutir alternativas e possibilidades para conciliar a ciência e a tecnologia em um mundo dominado pelos imperativos do dinheiro. 

Dentro da programação da Expotec, ainda acontece o concurso de poesia que é direcionado para os alunos de escolas de Educação Básica e seus professores orientadores. O concurso foi dividido em três categorias: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio. 

APODI

A III Semana de Linguagens do Campus Apodi acontecerá entre os dias 6 e 10 de março de 2017, com o objetivo de abordar a temática "Entre o clássico e o popular: uma releitura de conceitos polêmicos". Nesta edição, o evento terá concursos de contos, musica e dança. Serão realizadas oficinas, exposições, mesas-redondas, recital de poesias e apresentações culturais. 

*Portal do IFRN - porta.ifrn.edu.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MEMÓRIA E TRADIÇÃO: BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1817

No período de 29 de março a 1º de abril, o Grupo de Estudos André de Albuquerque Maranhão - GAM, o Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo e o Instituto Tavares de Lyra promoverão o evento "Memória e Tradição - Bicentenário da Revolução de 1817", com a finalidade de resgatar a importância da Revolução de 1817 para a História do Rio Grande do Norte.
Dentro da programação do evento haverá a palestra de Paulo de Albuquerque Maranhão, descendente da Casa de Cunhaú, além de mesas redondas com renomados professores de História do RN e pesquisadores, mais o relançamento de três livros: "A Casa de Cunhaú", de Luís da Câmara Cascudo; "A participação da Capitania do Rio Grande do Norte e de Maçons Potiguares na Revolução Pernambucana de 1817", de Cassimiro Júnior; e "A ressucitada", de Francisco Galvão.
O evento será realizado no Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo, localizado na Av. Câmara Cascudo, 377, Cidade Alta, Natal/RN, e será aberto ao público.

Confirme sua presença no nosso Evento do Facebook

Inscrições: Enviar e-mail para: frente.gam@gmail.com

Ao final do evento será entregue certificado de 10h para quem pediu a inscrição.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL (Sujeita a alterações)

Dia 29 de Março de 2017 - (Quarta-feira)
18h30
Sessão Solene na Câmara dos Vereadores de Natal/RN em celebração ao Bicentenário da Revolução de 1817.
Proposição da Vereadora Professora Eleika (PSL).

Dia 31 de março de 2017 – (Sexta-feira)

17h
Abertura da exposição fotográfica: A CASA DE CUNHAÚ. Acervo do Instituto Tavares de Lyra.

18h
Abertura da Sessão Magna com representantes do Instituto Tavares de Lyra, Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, UFRN e Grupo de Estudos André de Albuquerque (GAM). Composição da mesa e palavra da equipe responsável pelo evento.

19:30h
Palestra de Abertura do Dr. Paulo Fernando de Albuquerque Maranhão Cunhaú: A Fundação da Identidade Potiguar.

• Lançamento da reedição do livro “A Casa de Cunhaú”, de Luís da Câmara Cascudo.

Dia 01 de abril de 2017 – (sábado)

9h
1ª. Mesa-Redonda: Anderson Tavares de Lyra e Arthur Dutra. Moderação de Daliana Cascudo - Memória e Tradição: 1817 através da História.

10:30h
2ª. Mesa-Redonda: Walner Spencer (a confirmar) e Cassimiro Júnior Moderação Augusto Maranhão (a confirmar) - Sob o Olho da Providência: O Protagonismo Revolucionário da Igreja e da Maçonaria.

• Lançamento do livro “A participação da Capitania do Rio Grande do Norte e de Maçons Potiguares na Revolução Pernambucana de 1817”, de Cassimiro Júnior.

INTERVALO

14h
3ª. Mesa redonda: Douglas Cavalheiro e Sérgio Trindade. Moderação Lucas Zilio (GAM) - Hipóteses Contra factuais: E se a Revolução tivesse êxito?

16h
4ª. Mesa redonda: Fábio Arruda e Erick Bezerra. Moderação Dr. Paulo Maranhão (à confirmar) - Engenhos e Itinerários: O espaço agrário no nordeste oitocentista.

• Lançamento do livro "A ressuscitada", de Francisco Galvão.

Fonte: http://gamfrente.blogspot.com.br/2017/02/memoria-e-tradicao-bicentenario-da.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Augusto Severo, um pioneiro da aviação esquecido


Entre muitos dos grandes nomes de nossa história a quem não foi dado o merecido reconhecimento, podemos citar o de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão. Nascido em Macaíba, interior do Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1864, Augusto teve um importante papel nos primórdios da engenharia aeronáutica de nosso país.

Seu primeiro invento considerável foi o dirigível Bartholomeu de Gusmão. O Governo brasileiro custeou a fabricação desse modelo após ouvir opiniões favoráveis de professores da Escola Politécnica do Rio de Janeiro sobre a tecnologia que seria ali aplicada. O dirigível, fabricado na Europa em 1892, ganhou esse nome em uma homenagem ao inventor Bartolomeu de Gusmão, que em 1709, apresentou à corte portuguesa um pequeno balão de ar quente.

Somente em 1893, o dirigível Bartholomeu de Gusmão chegou ao Brasil, realizando as suas primeiras ascensões um ano depois. Uma curiosidade: as estruturas rígidas foram construídas com o uso de bambu. Apesar de toda uma tecnologia considerável para a época, o dirigível teve vida curta e já em seu primeiro voo, livre de qualquer tipo de amarras, a estrutura de bambu não aguentou e se partiu, levando o inventor a aperfeiçoar os seus estudos para uma futura empreitada.

Em 1902, Augusto Severo reuniu todos os seus recursos financeiros e ainda pediu dinheiro emprestado a amigos para desenvolver o novo dirigível: o PAX. O nome era um retrato de sua crença de que tal instrumento poderia evitar guerras entre as nações.

Com tecnologia mais avançada que a de seu antecessor, o PAX sobrevoou, em 12 de maio daquele ano, os céus de Paris por 10 minutos, chegando a realizar círculos fechados, desenhando figuras em forma de oito nos ares da capital francesa diante de uma multidão entusiasmada. Porém, quando se encontrava mais ou menos a altura de 400 metros, o aparelho foi envolto em chamas e explodiu poucos segundos depois, projetando Augusto e seu mecânico de bordo, o francês George Sachêt para o solo. Os dois morreram carbonizados e os restos do dirigível caíram na avenida du Maine. Esse terrível acidente causou forte impacto em toda a Europa e tornou Augusto um ‘Mártir da Tecnologia Aeronáutica’.

Em homenagem ao inventor brasileiro, a cidade de Paris batizou uma de suas ruas com o nome ''Augusto Severo'' e no local do desastre há uma placa de mármore com os dizeres: "À la memoire de L`Aéonaute Brésilien AUGUSTO SEVERO et de son mécanicien français GEORGE SACHÊT Chute du dirigible PAX - Av du Maine. Le 12 mai de 1903".

Apesar do seu trágico destino, a configuração proposta por Severo, de um dirigível semirrígido, foi revolucionária e influenciou o desenvolvimento dos dirigíveis nas décadas seguintes.

Fonte: Fatos Históricos Brasileiros